

“Se Trump atacar a rede elétrica do Irã, é claro que toda a região ficará às escuras em meia hora." Ali Larijani
quinta-feira, 12 de março de 2026
Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani
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O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, alertou que qualquer tentativa do governo dos EUA de atacar a infraestrutura elétrica iraniana poderá provocar um apagão em toda a região do Oriente Médio e desencadear uma resposta militar direta contra tropas estadunidenses. A advertência foi publicada por Larijani na rede social X após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou ser capaz de “cortar o fornecimento de eletricidade do Irã em uma hora” e acrescentou que a reconstrução da rede poderia levar até 25 anos.
Em resposta, o dirigente iraniano declarou que um ataque desse tipo teria consequências imediatas para toda a região. “Se Trump atacar a rede elétrica do Irã, é claro que toda a região ficará às escuras em meia hora”, escreveu. Larijani também advertiu que um cenário de apagão criaria condições favoráveis para ataques contra forças militares estadunidenses estacionadas no Oriente Médio. “A escuridão proporcionará uma boa oportunidade para caçar os soldados americanos fugitivos na região”, afirmou.
As tensões aumentaram desde 28 de fevereiro de 2026, quando EUA e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã que, segundo autoridades iranianas, resultou na morte de pelo menos 1.348 civis e deixou mais de 17.000 feridos. De acordo com dados divulgados por autoridades iranianas, quase 20.000 instalações civis foram danificadas ou destruídas nos bombardeios, incluindo hospitais, escolas, edifícios residenciais e infraestruturas de serviços públicos. O ataque também resultou no martírio de Khamenei, então líder da Revolução Islâmica. Em resposta à ofensiva, as Forças Armadas iranianas iniciaram ataques com mísseis e drones contra bases militares estadunidenses na região e contra alvos situados em territórios ocupados por Israel. Autoridades iranianas afirmaram que essas operações fazem parte da resposta militar legítima do país diante do que classificam como uma agressão ilegal contra sua soberania nacional.
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