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"Força militar não pode obrigar Teerã a se render": Trump busca narrativa de “vitória” enquanto divisões surgem dentro da Casa Branca

sexta-feira, 13 de março de 2026

Donald Trump ©Saul Loeb I AFP

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta intensas divergências dentro de sua própria administração sobre o futuro da ofensiva militar conduzida contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro de 2026.

Segundo reportagem publicada pela agência Reuters na sexta-feira, 13 de março de 2026, fontes internas do governo estadunidense revelaram que assessores próximos ao presidente discordam profundamente sobre a estratégia a ser adotada à medida que o conflito se expande regionalmente. Um assessor de Trump, que falou sob condição de anonimato, afirmou à Reuters que os debates dentro da Casa Branca estão cada vez mais concentrados em definir quando e de que maneira o governo poderá declarar vitória na guerra, mesmo que a maioria da liderança política iraniana permaneça intacta após os ataques.

O relatório também indica que alguns conselheiros alertaram Trump sobre as consequências econômicas internas da ofensiva, especialmente o aumento dos preços da gasolina nos Estados Unidos, fator historicamente sensível na política doméstica estadunidense e capaz de gerar repercussões eleitorais e pressão pública contra a continuidade do conflito.

Outro funcionário do governo afirmou à Reuters que membros mais linha-dura da administração estão pressionando o presidente para ampliar as operações militares contra o Irã, argumentando que a retirada agora poderia ser interpretada como fraqueza estratégica. Trump, segundo essa fonte, respondeu que “não quer se retirar prematuramente e precisa concluir a missão”. Paralelamente, vozes dentro do próprio establishment político estadunidense alertam para os riscos de uma escalada prolongada. O senador Chris Murphy advertiu que os planos militares da Casa Branca podem arrastar os Estados Unidos para uma “guerra sem fim” contra o Irã, afirmando que a força militar não pode obrigar Teerã a se render.

Desde o início da agressão militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, as Forças Armadas iranianas têm realizado sucessivas ondas de ataques contra bases militares estadunidenses em países vizinhos e contra alvos estratégicos em territórios ocupados por Israel. Segundo dados citados no relatório, os ataques iranianos já causaram baixas entre tropas estadunidenses, incluindo cerca de 100 feridos em uma base no Kuwait. Ao mesmo tempo, autoridades iranianas afirmam que a ofensiva conduzida por Washington e Tel Aviv provocou a morte de mais de 1.300 civis iranianos, incluindo crianças, além de atingir instalações não militares como escolas e hospitais, ampliando as tensões e o risco de uma escalada militar de maiores proporções na região.

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