

9 de mar. de 2026
Emirados Árabes Unidos afirmam que não participarão de ataques contra o Irã e não permitirão que seu território seja usado para essa finalidade
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O embaixador dos Emirados Árabes Unidos nas Nações Unidas em Genebra, Jamal Al Musharakh, declarou em 9 de março de 2026 que o país não participará de nenhum ataque contra o Irã e não permitirá que seu território seja utilizado para operações militares contra Teerã. Falando à Associação de Correspondentes das Nações Unidas em Genebra (ACANU), Musharakh afirmou que os Emirados Árabes Unidos “não desejam se envolver em conflitos ou escaladas” e que o governo já havia informado previamente que “não participaremos de nenhum ataque contra o Irã a partir do nosso território e que não nos envolveremos em tal conflito”. Segundo o diplomata, “nossas bases não estão sendo usadas para atacar o Irã”.
As declarações ocorrem em meio à guerra regional iniciada após ataques conjuntos lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro de 2026. Dois dias antes do início das hostilidades, em 26 de fevereiro, representantes iranianos e estadunidenses haviam participado em Genebra de uma terceira rodada de negociações indiretas mediadas por Omã sobre o programa nuclear iraniano.
Desde o início do confronto regional, segundo Musharakh, os Emirados Árabes Unidos sofreram mais de 1.400 ataques envolvendo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, dos quais “a grande maioria foi interceptada e neutralizada” pelas forças armadas do país. O diplomata afirmou que algumas dessas ofensivas atingiram infraestruturas civis, incluindo instalações de dessalinização de água e usinas de energia, classificando esses ataques como “inaceitáveis”. Segundo ele, os bombardeios resultaram em quatro mortes de civis e 114 feridos leves.
Musharakh também afirmou que os Emirados Árabes Unidos e outros países do Golfo não são partes no conflito e que “não há base legal para atacar estados terceiros que não estão envolvidos nas hostilidades”. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas publicamente a países vizinhos no sábado anterior pelos ataques realizados durante a guerra regional, mas o embaixador respondeu afirmando que “as ações no terreno falam por si: meu país está sendo atacado. Basta”. Abu Dhabi também reiterou que defende o retorno às negociações diplomáticas como forma de reduzir a escalada militar no Golfo.
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