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29 de mar. de 2026

Ofensiva está se intensificando com atentados contra a imprensa e deslocamento forçado de 1,2 milhão de libaneses

Manifestantes se reúnem no Lincoln Memorial durante o dia nacional de protesto "No Kings" em Washington, DC, em 28 de março de 2026. (Foto de Ken Cedeno / AFP via Getty Images)

MODO DE NAVEGAÇÃO

Uma onda de protestos de escala massiva tomou os Estados Unidos e diversas cidades do mundo em 28 de março de 2026, com milhões de pessoas denunciando o governo de Donald Trump e sua ofensiva militar contra o Irã sob o slogan “Não ao Rei”.

As manifestações ocorreram simultaneamente nos 50 estados estadunidenses e em capitais europeias como Amsterdã, Madri e Roma, consolidando um movimento transnacional de rejeição ao que manifestantes classificam como deriva autoritária do governo.

O estopim imediato foi a guerra iniciada em 28 de fevereiro em coordenação com Israel, que ampliou tensões globais e gerou críticas internas quanto à legalidade e às consequências da intervenção. Nos Estados Unidos, os protestos também denunciaram ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), acusado de abusos sistemáticos contra imigrantes, e criticaram políticas consideradas repressivas e discriminatórias.

Em Washington, centenas de manifestantes atravessaram o rio Potomac em direção ao Lincoln Memorial, local historicamente associado à luta por direitos civis, carregando cartazes com frases como “Trump tem que sair agora!” e “Vamos lutar contra o fascismo!”.

O movimento “No Kings” já havia organizado dois grandes protestos anteriores desde o início do segundo mandato de Trump em janeiro de 2025. O primeiro ocorreu em junho, coincidindo com o aniversário de 79 anos do presidente e um desfile militar em Washington, reunindo milhões de participantes de Nova York a São Francisco. O segundo, em outubro, contou com cerca de sete milhões de pessoas, segundo os organizadores.

A atual mobilização supera as anteriores em abrangência geográfica e intensidade política, refletindo o impacto da guerra e o desgaste crescente do governo.

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