

29 de mar. de 2026
| Telesur
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A Ucrânia e a Arábia Saudita formalizaram em 27 de março um acordo de cooperação em defesa durante a visita do presidente Volodymyr Zelensky a Riade, consolidando uma parceria que prevê contratos futuros, intercâmbio tecnológico e investimentos no setor militar.
O acordo foi assinado pelos ministérios da defesa dos dois países antes de um encontro entre Zelensky e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, marcando um avanço na coordenação estratégica entre Kiev e o reino saudita. Em declaração oficial, Zelensky afirmou que “os primeiros acordos já foram elaborados por nossas equipes” e destacou que a Ucrânia possui “a maior experiência mundial no uso de drones”, oferecendo essa expertise em troca de financiamento e cooperação tecnológica.
“Oferecemos aos países do Oriente Médio e do Golfo uma parceria que beneficia ambos os lados: nosso conhecimento e tecnologia, e o financiamento deles”, declarou, acrescentando que o objetivo é fortalecer a proteção de vidas — argumento recorrente em iniciativas que ampliam complexos militares sob justificativas defensivas.
O presidente ucraniano também ressaltou que o acordo “estabelece as bases para futuros contratos, cooperação tecnológica e investimentos” e reforça o papel da Ucrânia como “doadora de segurança”. Zelensky apontou ainda que a Arábia Saudita possui capacidades relevantes para Kiev, especialmente em sistemas avançados de defesa aérea, descrevendo o acordo como “mutuamente benéfico”.
A visita não havia sido anunciada previamente, sendo confirmada apenas após sua chegada, quando Zelensky mencionou “reuniões importantes” e agradeceu o apoio recebido. As discussões entre as partes também abordaram temas como mercados de combustíveis, dinâmica regional e cooperação energética, indicando que o pacto militar está inserido em uma agenda mais ampla de interesses econômicos e geopolíticos.
No terreno, especialistas militares ucranianos já foram enviados à Arábia Saudita para auxiliar no enfrentamento de ameaças envolvendo drones, especialmente diante da lacuna identificada nos sistemas de defesa do Golfo, mais focados em mísseis balísticos do que em enxames de drones de baixo custo.
Zelensky destacou que ataques com drones, como os modelos Shahed de fabricação iraniana, representam um desafio ainda não plenamente dominado, afirmando que os países da região “precisam da nossa experiência”.
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