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25 de mar. de 2026

Taxa de aprovação de Trump despenca para 36% após agressão militar ao Irã

Donald Trump

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A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada entre 1.272 adultos com margem de erro de 3%, revelou que a taxa de aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, caiu abruptamente para 36% quase um mês após o início da agressão militar estadunidense e israelense contra a República Islâmica do Irã.

Este índice marca o ponto mais baixo de popularidade de Trump desde o início de seu segundo mandato em janeiro de 2015, evidenciando um descontentamento social crescente, diretamente ligado à escalada militar e à negligência da Casa Branca em relação ao emprego, à inflação e ao aumento do custo de vida.

Apenas um quarto dos entrevistados aprovam sua gestão econômica diante do aumento acelerado do custo de vida, enquanto meros 35% apoiam a ofensiva contra o Irã, demonstrando que a população estadunidense percebe a guerra como prioridade da administração em detrimento da estabilidade interna.

O impacto financeiro da operação militar, denominada Fúria Épica pelo Pentágono, tem sido expressivo: em 28 de fevereiro, forças conjuntas dos EUA e Israel lançaram ataques massivos em Teerã e outras cidades iranianas, culminando no assassinato do Líder do Irã, Aiatolá Seyed Ali Khamenei, e de altos oficiais militares, com saldo preliminar de mais de 1.500 mortos, incluindo civis e oficiais de alta patente.

Em resposta, o Irã desencadeou a Operação Promessa Verdadeira 4, realizando ataques defensivos contra bases estadunidenses no Iraque, Kuwait e Bahrein, além de instalações da Quinta Frota no Golfo Pérsico, o que resultou em ferimentos a centenas de militares estadunidenses.

A agressão provocou o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, responsável pelo tráfego de cerca de 20% do petróleo mundial, elevando o preço do barril a cerca de 100 dólares e pressionando o custo de combustível, fertilizantes e alimentos globalmente, golpeando diretamente o poder aquisitivo da classe trabalhadora estadunidense.

Especialistas observam que a estratégia de mudança de regime de Washington e Tel Aviv viola o direito internacional e mergulha a região em violência imprevisível, enquanto a população estadunidense paga o preço da guerra por meio de deterioração econômica e erosão da governabilidade.

A pesquisa deixa claro que, na visão da sociedade, a priorização de gastos militares sobre infraestrutura social, saúde e segurança alimentar é uma falha estratégica que pode comprometer o capital político de Trump e a estabilidade interna, mostrando a desconexão entre a política externa agressiva e as necessidades do povo estadunidense.

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