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21 de mar. de 2026

ONU denuncia tortura sistemática de palestinos e aponta genocídio como política de punição coletiva

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Um relatório das Nações Unidas divulgado em 21 de março de 2026 expõe o uso sistemático de tortura por Israel contra palestinos desde 7 de outubro de 2023, em meio ao genocídio em curso nos territórios ocupados. O documento, intitulado “Torture and genocide”, reúne centenas de testemunhos que detalham práticas de violência física e psicológica em centros de detenção israelenses, caracterizadas como punição coletiva em escala sem precedentes.

A relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, afirmou que as evidências apontam para uma política deliberada que “indica vingança coletiva e intenção destrutiva”, reforçando a dimensão estrutural da repressão. Segundo o relatório, palestinos detidos foram submetidos a espancamentos brutais, violência sexual — incluindo estupros —, privação de alimentos, negação de cuidados básicos e tratamentos letais, deixando marcas profundas e duradouras em dezenas de milhares de pessoas e suas famílias.

A investigação aponta que tais práticas não são incidentes isolados, mas parte de um sistema integrado de controle e punição que atinge homens, mulheres e crianças, tanto dentro dos centros de detenção quanto no contexto mais amplo de deslocamento forçado, assassinatos em massa e destruição das condições de vida.

Albanese declarou, em nota oficial, que condena “de forma inequívoca a tortura e outras formas de maus-tratos cometidos por todos os atores, incluindo facções armadas palestinas”, mas enfatizou que o relatório se concentra nas ações israelenses devido à escala e sistematicidade dos abusos documentados. O documento reforça que a tortura passou a desempenhar um papel central na estratégia de dominação sobre a população palestina, evidenciando uma política que ultrapassa a repressão e se insere em uma lógica de aniquilação prolongada.

A persistência dessas práticas ocorre sob a proteção política e militar de potências ocidentais, especialmente dos Estados Unidos, que historicamente garantem apoio diplomático e bélico a Israel, bloqueando iniciativas de responsabilização em instâncias internacionais. Nesse cenário, o relatório da ONU amplia a pressão por investigações independentes e responsabilização internacional, ao mesmo tempo em que evidencia os limites do sistema multilateral diante de crimes sistemáticos cometidos com respaldo geopolítico.

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