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18 de mar. de 2026

EUA declara estar aberto a dialogar com a Rússia sobre armas nucleares após o fim do tratado New START

Vladimir Putin

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O governo dos EUA afirmou em 18 de março de 2026 que está disposto a retomar o diálogo com a Rússia sobre controle de armas nucleares, após a expiração do tratado New START em 5 de fevereiro de 2026, encerrando o último mecanismo bilateral que limitava arsenais estratégicos entre as duas maiores potências nucleares do planeta. A declaração foi feita por Daniel Zimmerman, subsecretário de Defesa para Assuntos de Segurança Internacional, durante audiência na Comissão das Forças Armadas da Câmara dos Representantes, indicando que eventuais negociações poderiam ser conduzidas pelo Departamento de Estado.

O posicionamento ocorre poucas horas após o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, alertar para uma “situação crítica” no regime global de não proliferação nuclear e criticar diretamente a postura estadunidense. Lavrov afirmou que a proposta do presidente Vladimir Putin para que ambos os países mantivessem voluntariamente os limites do tratado foi ignorada por Washington.

Assinado em 2010 durante o governo de Barack Obama, o New START limitava o número de lançadores nucleares intercontinentais, sendo considerado o último pilar de estabilidade no equilíbrio nuclear pós-Guerra Fria. A sua expiração deixa um vazio regulatório sem precedentes recentes, ampliando os riscos de uma nova corrida armamentista. Relatórios da inteligência estadunidense indicam que a Rússia ampliou sua capacidade militar, incluindo o desenvolvimento de mísseis hipersônicos e armas antissatélite, além de possuir forças consideradas “mais capazes” do que antes da guerra na Ucrânia. Diante desse cenário, Donald Trump, defendeu a criação de um “novo, melhorado e modernizado tratado”, classificando o acordo anterior como “mal negociado”, em uma tentativa de reposicionar os termos de controle sob uma lógica mais favorável aos interesses estratégicos de Washington.

Paralelamente, os EUA buscam incluir a China em futuras negociações, apesar da recusa de Pequim, que argumenta que seu arsenal nuclear permanece significativamente menor e não comparável ao de Washington e Moscou.

A movimentação revela uma tentativa de ampliar o escopo de controle nuclear ao mesmo tempo em que redefine as regras do jogo internacional. A ausência de um acordo ativo aumenta a instabilidade global e reforça a lógica de dissuasão baseada em acúmulo de poder destrutivo, em vez de mecanismos multilaterais de contenção.

O cenário atual aponta para um período de incerteza estratégica, no qual a retórica de diálogo convive com a intensificação de capacidades militares e com a erosão de estruturas que, durante décadas, limitaram os riscos de confronto nuclear direto.

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