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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou em 16 de março de 2026 o projeto Campo-Cidade no assentamento Zumbi dos Palmares, em Campos dos Goytacazes, norte do Rio de Janeiro, consolidando uma iniciativa que articula geração de renda, agroecologia e memória histórica.
Desenvolvido em parceria com a Petrobras, o projeto prevê a instalação de uma agroindústria de beneficiamento de frutas, com produção de polpas, geleias e outros derivados, além de centros de capacitação em economia solidária, beneficiando diretamente cerca de 200 jovens e adultos.
A coordenadora Livea Bilheiro destacou que a iniciativa se baseia no tripé “geração de renda, sustentabilidade e direitos humanos”, abrangendo também municípios como Macaé e São João da Barra.
A agroindústria atenderá não apenas o assentamento local, mas também outras comunidades da região, fortalecendo a produção agroecológica em um território historicamente dominado pela monocultura da cana-de-açúcar.
A deputada Marina do MST (PT) classificou o momento como “histórico”, ressaltando os 30 anos de resistência em terras marcadas por trabalho análogo à escravidão e degradação ambiental. A área, anteriormente ocupada pela Usina São João, foi conquistada após ocupação do MST em 1997.
O projeto também inclui a criação do Memorial Cambahyba, em homenagem às vítimas da ditadura militar, já que o local foi utilizado para incineração de corpos de desaparecidos políticos. A iniciativa reforça a dimensão política da reforma agrária, articulando produção, memória e justiça histórica.
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