

25 de mar. de 2026
Bahia
MODO DE NAVEGAÇÃO
As Forças Armadas do Irã anunciaram na segunda-feira, 23 de março de 2026, a destruição de dois drones militares dos Estados Unidos nas regiões de Qeshm e Kerman, elevando para 131 o número total de aeronaves não tripuladas abatidas desde o início da ofensiva conjunta entre Washington e Tel Aviv contra o território iraniano, segundo comunicado oficial divulgado pelo departamento de relações públicas do Exército iraniano e reproduzido pela HispanTV.
A operação foi conduzida por sistemas integrados de defesa aérea que articulam unidades do Exército com o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, evidenciando a capacidade coordenada de resposta frente a uma campanha militar que, desde 28 de fevereiro de 2026, tem atingido áreas civis, infraestrutura estratégica e centros urbanos iranianos, resultando, conforme autoridades locais, em centenas de mortos e milhares de feridos.
O comunicado oficial ressalta que as interceptações ocorreram com precisão técnica e reforçam a eficácia da rede defensiva iraniana diante de incursões constantes de drones e caças estadunidenses e israelenses. A escalada ocorre em um contexto mais amplo de confronto direto, no qual o Irã lançou sucessivas ondas de ataques no âmbito da operação Promessa Verdadeira 4, atingindo alvos nos territórios ocupados por Israel e bases militares dos Estados Unidos na região, incluindo instalações logísticas e centros operacionais.
Dados divulgados pela revista estadunidense Air & Space Forces Magazine indicam que aproximadamente 20 aeronaves da Força Aérea dos EUA foram danificadas ou destruídas nas últimas três semanas, o que contradiz a narrativa recorrente de superioridade tecnológica incontestável das forças estadunidenses.
A mesma publicação relatou que, em 19 de março, um caça F-35 foi atingido por fogo antiaéreo iraniano durante missão sobre o território do país, deixando o piloto ferido por estilhaços, episódio considerado inédito na história operacional dessa aeronave.
Paralelamente, relatos indicam redução significativa de ataques com caças por parte dos Estados Unidos e de Israel após a interceptação de aeronaves avançadas pelo sistema defensivo iraniano, sugerindo uma reavaliação tática diante de perdas concretas.
O episódio reforça a dimensão estrutural do confronto, que não se limita a incidentes isolados, mas integra uma política de pressão militar contínua liderada por Washington e seus aliados, historicamente marcada por intervenções diretas ou indiretas na Ásia Ocidental.
Ao mesmo tempo, a resposta iraniana evidencia uma estratégia de dissuasão baseada na combinação de defesa territorial e capacidade ofensiva regional, contestando a lógica de dominação militar externa e expondo os custos humanos e materiais de uma escalada impulsionada por interesses geopolíticos e energéticos.
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