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24 de mar. de 2026

Paraíba

MODO DE NAVEGAÇÃO

A política externa estadunidense em relação ao Irã sofreu uma mudança brusca em março de 2026, passando da ameaça de “apagar o Irã do mapa” para o discurso de “conversas sérias” e negociações, sem que Teerã reconhecesse qualquer contato direto.

No sábado anterior, Trump havia emitido ultimato de 48 horas para reabertura do Estreito de Ormuz, ameaçando destruir a infraestrutura energética iraniana. A resposta iraniana, baseada na doutrina de reciprocidade direta, demonstrou que qualquer ataque seria retaliado, inclusive em territórios ocupados por Israel, como evidenciado pela derrubada de um caça F-35.

A rápida mudança de postura estadunidense refletiu a pressão econômica, com o Brent caindo quase 15% após declarações conciliatórias, e revelou que a alegada negociação não passava de troca de mensagens mediadas por Turquia, Egito e Paquistão, segundo Axios.

Mohamad Baqer Qalibaf, presidente do Mayles, denunciou que tais declarações tinham “fins econômicos” e visavam manipular os mercados. A oscilação de Trump expôs sua fragilidade e a incapacidade de impor coerção unilateral, enquanto o Irã reafirmou seu estado de alerta, adotando medidas de guerra psicológica e mantendo a dissuasão militar ativa.

A narrativa estadunidense, que tenta reconstruir uma imagem de controle e liderança diplomática, contrasta com a realidade estratégica regional, evidenciando a resiliência iraniana e a vulnerabilidade do intervencionismo estadunidense em um mundo multipolar.

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