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17 de mar. de 2026

Ex-analista dos EUA alerta: invasão do Irã seria “missão suicida”

MODO DE NAVEGAÇÃO

A possibilidade de uma invasão terrestre do Irã por forças estadunidenses foi duramente criticada por Harrison Mann, ex-analista da Agência de Inteligência de Defesa, que classificou a operação como uma “missão suicida”.

Em entrevista em 17 de março de 2026, Mann destacou que o governo do presidente Donald Trump demonstra falta de estratégia clara desde os primeiros dias do conflito, recorrendo a alternativas militares de alto risco diante da incapacidade de controlar a escalada.

Um dos principais alvos considerados seria a ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas, cuja captura poderia transformar o recurso energético em instrumento de pressão. No entanto, Mann alertou que a proximidade da ilha com o território iraniano, a apenas 24 quilômetros da costa, tornaria qualquer operação vulnerável a ataques massivos com mísseis, drones e artilharia. Além disso, o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial, agrava os riscos logísticos e estratégicos, dificultando o reabastecimento e a retirada de tropas.

O envio de cerca de 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio ao Oriente Médio foi considerado insuficiente para uma operação dessa magnitude, evidenciando a desconexão entre objetivos políticos e capacidade militar. Paralelamente, aliados europeus como Alemanha, Espanha e Austrália rejeitaram participar da intervenção, com declarações explícitas de que “esta não é a nossa guerra”, revelando fissuras na aliança da OTAN.

Mann também apontou que figuras como Lindsey Graham, Marco Rubio e Benjamin Netanyahu já antecipavam essa escalada, sugerindo que a guerra atende a interesses estratégicos de Israel ao envolver diretamente os EUA em um confronto de larga escala contra o Irã.

Internamente, a guerra enfrenta crescente rejeição, com famílias de militares mortos denunciando a falta de justificativa para o conflito. O impacto econômico global também se intensifica, com aumento nos preços do petróleo e risco de alta nos alimentos, já que cerca de 30% dos fertilizantes globais transitam pelo Estreito de Ormuz.

Para Mann, o cenário revela não apenas falhas táticas, mas uma crise estrutural na política externa estadunidense, marcada por improvisação, negligência e alinhamento a agendas intervencionistas de aliados regionais.

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