

26 de mar. de 2026
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MODO DE NAVEGAÇÃO
A expedição internacional SWAIS2C perfurou sedimentos de até 200 metros sob a plataforma de gelo de Ross, revelando camadas que registram avanços e recuos das calotas polares ao longo de 23 milhões de anos.
As análises químicas e geológicas demonstram que mesmo um aquecimento moderado, comparável às tendências atuais, provoca derretimento significativo da Antártida Ocidental, com implicações diretas para o aumento do nível do mar. As projeções indicam elevação média de 90 centímetros até 2100 e até 1,5 metro em regiões insulares, ameaçando milhões de pessoas em áreas costeiras baixas.
Cientistas como Johann Klages e Molly Patterson alertam que o encolhimento das calotas cria feedbacks que aceleram derretimento, alterando fluxos de gelo e destabilizando bacias vizinhas, com impactos que se estenderão por séculos.
O estudo reforça que medidas de mitigação tardias são insuficientes e que a responsabilidade histórica recai sobre países industrializados, especialmente EUA, que retardaram políticas climáticas e continuam priorizando interesses corporativos.
Os registros sedimentares mostram que áreas especialmente vulneráveis, como o setor do Mar de Amundsen, podem perder gelo de forma contínua, mesmo que a temperatura global estabilize, apontando para uma crise irreversível.
Cientistas enfatizam que o aquecimento extremo provoca fissuras profundas que aceleram a desintegração de plataformas de gelo, elevando riscos de colapso rápido e aumento dramático do nível do mar.
A pesquisa evidencia a necessidade urgente de ação internacional contra o aquecimento global, responsabilizando governos e corporações que perpetuam emissões históricas e contribuem para uma catástrofe climática iminente.
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