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10 de mar. de 2026

“Não queremos cessar-fogo”: Parlamento iraniano promete fazer EUA e Israel se arrependerem

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O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que a República Islâmica não busca um cessar-fogo no confronto militar atual com os Estados Unidos e Israel e afirmou que o país responderá de forma firme às agressões militares iniciadas no final de fevereiro.

Em publicação divulgada na terça-feira, 10 de março de 2026, em sua conta oficial na rede social X, o dirigente político afirmou que Teerã considera necessário impor uma resposta capaz de desencorajar futuras ofensivas militares contra o território iraniano. “Certamente não queremos um cessar-fogo. Acreditamos que o agressor deve levar uma bofetada na cara para que aprenda que nunca mais deve considerar um ataque contra o nosso amado Irã”, escreveu Qalibaf.

O presidente do parlamento responsabilizou Israel pela escalada militar regional e afirmou que o Irã não permitirá que o regime israelense continue utilizando conflitos militares como instrumento para consolidar sua posição estratégica. “O regime sionista mantém sua existência desonrosa por meio de um ciclo de ‘guerra-negociação-cessar-fogo e depois guerra novamente’, com o objetivo de consolidar sua influência. Interromperemos esse ciclo”, declarou.

Segundo dados divulgados por autoridades iranianas, as forças armadas do país já realizaram mais de 33 ondas de ataques com mísseis e drones contra alvos militares israelenses nos territórios palestinos ocupados e contra bases militares estadunidenses na região. As operações fazem parte da resposta militar iraniana à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro de 2026 pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano. De acordo com Teerã, os bombardeios resultaram no martírio do Líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyed Ali Khamenei, além da morte de diversos comandantes militares e de mais de 1.300 civis. Os ataques também destruíram milhares de residências e atingiram infraestrutura civil essencial, incluindo hospitais, escolas e instalações energéticas.

A liderança política e militar iraniana declarou que o país continuará exercendo seu direito de autodefesa e responsabilizando os responsáveis pela agressão, afirmando que as operações militares continuarão até que os objetivos estratégicos de segurança nacional sejam alcançados.

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