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Jay Clayton, nomeado pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump como procurador interino do Distrito Sul de Nova York, lidera atualmente investigações sobre o traficante sexual Jeffrey Epstein e o presidente venezuelano Nicolás Maduro, ao mesmo tempo em que mantém investimentos financeiros significativos em instituições financeiras e petrolíferas ligadas a esses casos, segundo relatórios do Escritório de Ética Governamental e análise da Lever.
Clayton detém entre US$ 1,5 milhão e US$ 6 milhões em ações da Apollo Global Management, empresa em que atuou como presidente do conselho até abril de 2025, além de participações de US$ 15 mil a US$ 50 mil em JPMorgan Chase e Bank of America, e de US$ 1 mil a US$ 15 mil em Bank of New York Mellon e Citigroup. Ele também possui entre US$ 19 mil e US$ 110 mil em ações de empresas petrolíferas como Chevron, ConocoPhillips, ExxonMobil, Phillips 66 e Valero Energy, além de entre US$ 50 mil e US$ 100 mil em ações da holding Berkshire Hathaway, que detém participação de 6% na Chevron, vinculando seus ganhos potenciais à produção de petróleo venezuelano.
As normas federais de ética proíbem que promotores atuem em casos envolvendo entidades em que tenham interesse financeiro direto ou que tenham ocupado cargos executivos no último ano; o Departamento de Justiça ainda não informou se Clayton pretende se declarar impedido nos casos de Epstein ou Maduro.
Jeff Hauser, do Revolving Door Project, afirma:
“Jay Clayton tem um interesse muito pessoal em ver a história de Epstein como um caso isolado envolvendo um vilão misterioso que ninguém poderia imaginar”, destacando o viés prejudicial à função de procurador.
Durante sua gestão na Apollo, Clayton esteve envolvido na supervisão de uma crise envolvendo o cofundador Leon Black, acusado de laços pessoais e comerciais com Epstein, e agora acionistas da Apollo abriram processo questionando declarações de 2021 sobre a relação da empresa com o traficante sexual. Sindicatos de professores pressionam a SEC a investigar alegações consideradas enganosas, reforçando o conflito de interesses que permeia o atual trabalho de Clayton.
A Lever conclui que “parece haver conflitos demais aqui”, exigindo atenção sobre como interesses privados podem influenciar a aplicação da lei federal em casos de grande repercussão internacional e econômica.
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