

26 de mar. de 2026
EUA preparam o envio de 3.000 soldados de elite ao Oriente Médio
Soldados estadunidense no Oriente Médio I arquivo
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Os Estados Unidos se preparam para enviar cerca de 3.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada ao Oriente Médio, em mais um movimento de escalada militar no confronto contra o Irã, segundo informações publicadas pelo The Wall Street Journal e repercutidas pela imprensa russa.
A decisão ocorre em meio à intensificação dos ataques conjuntos entre Washington e Israel e à deterioração das condições energéticas globais, com efeitos diretos sobre os preços do petróleo e a estabilidade econômica internacional.
De acordo com o The New York Times, o Pentágono avalia cenários de mobilização rápida capazes de deslocar tropas para qualquer ponto da região em até 18 horas.
A escolha da 82ª Divisão Aerotransportada reflete a busca por máxima flexibilidade operacional, com apoio logístico garantido por bases militares estadunidenses no Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos, além de uma ampla frota aérea. Entre os cenários considerados está a possível tomada da Ilha de Kharg, responsável por até 90% das exportações de hidrocarbonetos do Irã, o que representaria um golpe direto na economia iraniana e reforça o caráter estratégico da ofensiva.
Segundo o especialista militar Vadim Kozyulin, citado pelo Izvestia, a infraestrutura militar dos EUA permite uma mobilização rápida e eficaz, enquanto o analista Andrey Chuprygin afirmou que o aumento do contingente para cerca de 8.000 soldados — incluindo fuzileiros navais já posicionados — atende a três objetivos: ofensivo, defensivo e diplomático, sendo este último uma demonstração de força diante do impasse nas negociações.
Paralelamente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta uma queda acentuada de popularidade interna, com aprovação de apenas 36%, segundo pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 25 de março, enquanto 62% desaprovam sua gestão. Outro levantamento das empresas Strength In Numbers e Verasight aponta números semelhantes, com 37% de aprovação e 60% de rejeição.
A deterioração da imagem do governo está diretamente ligada ao aumento dos preços dos combustíveis, impulsionado pela crise energética decorrente da guerra, que já afeta 63% dos entrevistados, que consideram a economia fraca.
Em resposta, Washington autorizou o aumento da produção doméstica de petróleo, liberou reservas estratégicas e suspendeu temporariamente sanções contra Rússia, Venezuela e Irã, medidas que não conseguiram conter a alta dos preços nem reverter o desgaste político. No plano diplomático, há tentativas de diálogo indireto entre Washington e Teerã, com possibilidade de negociações em Islamabad, no Paquistão, embora sem garantias concretas de avanço.
Ao mesmo tempo, uma delegação de parlamentares russos liderada por Vyacheslav Nikonov realizou sua primeira visita aos Estados Unidos desde 2018 para encontros com membros do Congresso, incluindo a deputada Anna Paulina Luna, em uma iniciativa classificada como tentativa de reabrir canais de diálogo em meio à escalada global. No entanto, autoridades russas destacam que as negociações têm caráter exploratório e não representam tratativas oficiais entre governos.
Em paralelo, o relatório anual da OTAN, apresentado em Bruxelas pelo secretário-geral Mark Rutte, revela que os 32 países da aliança elevaram seus gastos militares para pelo menos 2% do PIB em 2025, com três países atingindo 3,5%, enquanto o total de gastos alcançou US$ 1,412 trilhão, dos quais US$ 838 bilhões correspondem aos EUA — cerca de 60% do total. O documento reafirma a Rússia como principal ameaça e projeta aumento contínuo dos investimentos militares até 5% do PIB até 2026, consolidando uma dinâmica de militarização acelerada.
No campo econômico, os impactos da guerra já se manifestam em setores estratégicos: a empresa alemã Hapag-Lloyd registra perdas de até US$ 50 milhões semanais, enquanto o mercado de ouro sofreu queda de até US$ 1.000 por onça em duas semanas após o bloqueio do Estreito de Ormuz, apesar de ainda operar em níveis elevados próximos a US$ 4.600. Analistas como Natalya Milchakova projetam possível recuperação para até US$ 6.000 caso o Federal Reserve reduza juros, evidenciando a volatilidade extrema dos mercados.
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