

15 de mar. de 2026
Jogadoras iranianas rejeitam asilo na Austrália e retornam ao país em meio à escalada militar
MODO DE NAVEGAÇÃO
Três integrantes da seleção feminina de futebol do Irã retiraram seus pedidos de asilo apresentados na Austrália e iniciaram o retorno ao país, segundo informou em 15 de março de 2026 a agência Tasnim. Mona Hamoudi, Zahra Sarbali e Zahra Mashkekar — duas jogadoras e uma integrante da comissão técnica — decidiram abandonar a solicitação de residência e viajaram para Kuala Lumpur, na Malásia, de onde seguirão para o território iraniano para reencontrar a equipe e suas famílias.
A decisão ocorre poucos dias após outra atleta da seleção, Mohadeseh Zolfi, também ter recusado a proposta de permanência no país anfitrião da Copa da Ásia feminina e anunciado seu retorno ao Irã.
As jogadoras estavam na Austrália participando da competição continental quando ocorreu a escalada militar iniciada no final de fevereiro com ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra território iraniano.
Segundo a cobertura da imprensa iraniana, sete membros da delegação chegaram inicialmente a buscar asilo após uma intensa campanha política e midiática que teria explorado o contexto da competição internacional. O episódio ganhou ampla repercussão internacional, sendo interpretado por veículos estrangeiros como um possível sinal de dissidência política dentro da equipe. No entanto, autoridades iranianas e fontes próximas à delegação afirmaram que houve pressão psicológica e tentativas de instrumentalização política do caso. De acordo com a versão divulgada pela Tasnim, a coincidência entre a competição esportiva e o início da ofensiva militar abriu espaço para uma “guerra psicológica” conduzida por setores hostis ao Irã, incluindo campanhas de propaganda e incentivos para que integrantes da equipe solicitassem asilo. A narrativa sugere que atores ligados ao exílio monarquista iraniano e interesses alinhados à política externa estadunidense tentaram transformar o episódio em um gesto simbólico de deslegitimação do governo iraniano.
O retorno de Zolfi ao país teria desencadeado uma reavaliação dentro da equipe, levando outras integrantes a reconsiderar a decisão de permanecer no exterior.
Imagens divulgadas em canais oficiais e redes sociais mostraram parte da delegação durante a escala em Kuala Lumpur após a viagem de retorno da Austrália. Segundo a imprensa iraniana, houve novas tentativas de pressionar jogadoras durante o trajeto para que formalizassem pedidos de asilo na Malásia, estratégia que teria falhado diante da recusa das atletas. Para autoridades iranianas, a decisão das quatro integrantes que optaram por retornar ao país foi apresentada como demonstração de patriotismo em um momento de tensão nacional.
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