

Irã atinge bases israelenses e sede do Shin Bet enquanto afirma ter neutralizado radares do regime
quinta-feira, 12 de março de 2026
Soldados Israelenses em enterro após retaliação iraniana, 2025. ©ARQUIVO
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O Exército da República Islâmica do Irã anunciou nesta quinta-feira uma nova rodada de ataques com drones contra instalações militares e de segurança israelenses, afirmando que as operações se tornaram progressivamente mais precisas após a destruição de partes da rede de radar do regime. De acordo com comunicado militar oficial divulgado em Teerã, drones iranianos atingiram a Base Aérea de Palmachim, a Base Aérea de Ovda e uma instalação central do serviço de segurança interna israelense Shin Bet localizada nas proximidades de Tel Aviv.
O porta-voz do Exército iraniano, Brigadeiro-General Akraminia, declarou à televisão estatal que a neutralização de centros sensíveis de radar abriu novas possibilidades operacionais para as forças iranianas. “Com a eliminação de parte das instalações de radar inimigas em centros sensíveis, a continuidade das operações tornou-se mais fácil e agora temos melhor acesso a pontos importantes e sensíveis”, afirmou. Segundo ele, “as operações estão se tornando mais precisas a cada dia”. O comunicado militar informou que drones de patrulha iranianos atingiram especificamente a torre de controle, a pista de pouso e hangares de aeronaves nas bases aéreas de Palmachim e Ovda.
Palmachim, localizada ao sul de Tel Aviv, é considerada um centro estratégico para o programa de lançamento de satélites e testes de mísseis de Israel, além de abrigar sistemas de defesa antimíssil como o David’s Sling e drones Hermes-900 utilizados em operações militares. Já a Base Aérea de Ovda funciona como importante centro de treinamento da força aérea israelense e também já recebeu aeronaves militares estadunidenses, incluindo caças F-22 durante exercícios e operações conjuntas. Além dessas instalações, drones iranianos também atacaram a sede operacional do Shin Bet, responsável por coordenar atividades de segurança interna, proteção de autoridades e operações de inteligência do regime israelense.
As ações fazem parte das operações defensivas iranianas iniciadas após a ofensiva militar em larga escala lançada em 28 de fevereiro por forças estadunidenses e israelenses contra o território iraniano. Segundo autoridades iranianas, essa agressão começou com o assassinato do Líder da Revolução Islâmica, no martírio de Khamenei, juntamente com diversos altos funcionários do governo e comandantes militares, além de ataques extensivos contra infraestrutura militar e civil no país.
De acordo com dados divulgados por autoridades iranianas, os ataques considerados ilegais realizados por forças estadunidenses e israelenses provocaram a morte de pelo menos 1.348 civis e deixaram mais de 17.000 feridos. Os bombardeios também danificaram ou destruíram cerca de 20.000 instalações civis, incluindo escolas, hospitais, edifícios residenciais e estruturas de serviços públicos, ampliando a escala do confronto regional que passou a envolver diretamente bases militares e centros estratégicos do regime israelense.
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