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URGENTE: União Europeia amplia sanções contra Irã por acusações de "crimes" que, segundo críticos, o regime sionista comete impunemente há 80 anos

segunda-feira, 16 de março de 2026

Ataques israelenses contra alvos civis em Teerã. Junho de 2025. ©TRTWorld

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O Conselho da União Europeia anunciou em 16 de março de 2026 a inclusão de mais 16 pessoas e três entidades iranianas em seu regime de sanções por "supostas violações graves de direitos humanos" no Irã.

Segundo comunicado oficial divulgado pela instituição, os novos alvos das medidas restritivas estariam ligados à "repressão de protestos" ocorridos em janeiro de 2016. Entre os indivíduos sancionados estão o vice-ministro do Interior para Assuntos de Segurança e Ordem Pública e diversos comandantes de unidades locais do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.

O Conselho da União Europeia afirmou que esses oficiais teriam "desempenhado papel direto na repressão violenta" das manifestações ocorridas na República Islâmica naquele período. Entre as entidades incluídas na lista estão a Unidade Mohammad Rasulullah, responsável pela coordenação de forças do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica e da milícia Basij em Teerã, e a Unidade Imam Reza do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, ativa na província de Khorasan Razavi, onde, segundo o comunicado europeu, a repressão teria sido “especialmente brutal”.

Também foram sancionados membros do sistema judicial iraniano acusados pela União Europeia de "conduzir processos contra manifestantes, ativistas sociais, jornalistas e defensores dos direitos das mulheres". O comunicado afirma que algumas dessas autoridades teriam "participado da obtenção de confissões forçadas", "violação de garantias de julgamento justo e imposição de sentenças severas contra opositores políticos".

Outro nome incluído na lista é o diretor da Organização de Prisões e Medidas de Segurança e Educação do Irã, acusado pela União Europeia de "responsabilidade por violações" dentro do sistema prisional iraniano. Entre as acusações mencionadas pelo Conselho estão "tortura, tratamentos cruéis e punições consideradas degradantes", além de casos de "violência sexual e coerção contra mulheres" detidas.

A empresa Naji Research and Development Company também foi sancionada. Segundo a União Europeia, a companhia desenvolveu o aplicativo móvel “Nazer”, utilizado por forças de segurança iranianas para vigilância digital.

O chefe da Polícia Cibernética de Teerã também foi incluído na lista, acusado de "desempenhar papel central na filtragem e censura de conteúdos na internet".

Com as novas medidas, o regime de sanções da União Europeia contra o Irã passa a atingir 263 indivíduos e 53 entidades. As penalidades incluem congelamento de bens em território europeu, proibição de entrada ou trânsito nos 27 Estados-membros e restrição de acesso a recursos financeiros provenientes de cidadãos ou empresas europeias. Também permanece em vigor a proibição de exportação para o Irã de equipamentos que possam ser utilizados para "repressão interna ou vigilância de telecomunicações". O regime de sanções foi criado pela União Europeia em 2011 e tem sido renovado anualmente desde então. Sua vigência atual foi prorrogada até 13 de abril de 2026.

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