

27 de mar. de 2026
Apesar da tentativa do exército israelense de rotular Shoeib como “terrorista” para justificar o ataque direcionado, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) e diversos ministérios das Relações Exteriores alertaram que jornalistas jamais devem ser alvos. Este incidente eleva para 11 o número de jornalistas libaneses mortos por Israel desde 2023, somando-se aos 210 jornalistas massacrados na Faixa de Gaza.
MODO DE NAVEGAÇÃO
Um painel dividido do Tribunal de Apelações do Oitavo Circuito dos Estados Unidos decidiu em março de 2026 apoiar a política do governo do presidente Donald Trump de deter imigrantes sem direito a audiência de fiança, consolidando uma prática amplamente considerada ilegal por instâncias judiciais inferiores e ampliando o alcance do aparato repressivo do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
A decisão afeta diretamente operações realizadas em Minneapolis, onde imigrantes passaram a ser encarcerados automaticamente enquanto aguardam decisão de juízes de imigração sobre sua permanência no país, sem acesso a mecanismos básicos de defesa.
Dados reportados pelo jornalista Kyle Cheney, do Politico, indicam que ao menos 360 juízes federais rejeitaram essa política em mais de 3.000 casos, enquanto apenas 27 magistrados a apoiaram em cerca de 130 processos, revelando um amplo consenso jurídico contrário à medida. Ainda assim, essa minoria favorável ao governo está desproporcionalmente representada em tribunais de apelação, instâncias com poder de definir precedentes legais para múltiplos estados, o que permitiu a reversão prática desse entendimento majoritário.
A decisão do Oitavo Circuito, cuja jurisdição inclui Minnesota, determina a obrigatoriedade da detenção, retirando dos imigrantes o principal instrumento jurídico para contestar sua prisão, a audiência de fiança. O contexto insere-se em uma política mais ampla de endurecimento migratório promovida pelo governo estadunidense desde o início do segundo mandato de Trump, caracterizada por detenções em massa, expansão de centros de encarceramento e restrição sistemática de garantias legais básicas.
Organizações de direitos civis têm denunciado que tais práticas configuram violações constitucionais e aprofundam um modelo de criminalização da migração, frequentemente direcionado a populações racializadas e economicamente vulneráveis.
A chamada “ocupação” de Minneapolis por agentes do ICE, mencionada por ativistas locais, tornou-se símbolo dessa escalada repressiva, marcada por detenções arbitrárias e repressão a protestos. A decisão judicial, ao legitimar essa política, reforça o papel do sistema jurídico como instrumento de consolidação de agendas estatais de controle social, especialmente em contextos de crise política e polarização.
Caso não seja revertida em instâncias superiores, a medida tende a estabelecer um precedente duradouro, ampliando a capacidade do Estado estadunidense de privar indivíduos de liberdade sem devido processo legal, em um cenário que evidencia o aprofundamento de práticas autoritárias sob justificativas de segurança e controle migratório.
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