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25 de mar. de 2026

GOVERNO BRASILEIRO PROMOVE INDÚSTRIA DE DEFESA E AMPLIA EXPORTAÇÕES

Geraldo Alckmin, vice presidente do Brasil

MODO DE NAVEGAÇÃO

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, declarou em 23 de março de 2026, durante cerimônia em Brasília, que a Base Industrial de Defesa atingiu US$ 3,4 bilhões em exportações em 2025, um crescimento significativo em relação aos US$ 0,6 bilhão registrados quatro anos antes, segundo dados apresentados no lançamento do Catálogo de Produtos do setor, promovido pelo Ministério da Defesa e reportado pela Agência Gov via MDIC.

Ao lado do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, Alckmin afirmou que o avanço está alinhado à estratégia da Nova Indústria Brasil, que prioriza inovação tecnológica, competitividade e inserção internacional, destacando a indústria militar como eixo central da chamada Missão 6 voltada à soberania nacional.

O vice-presidente enfatizou a importância da ampliação de mercados externos, citando a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia prevista para 1º de maio de 2026 como oportunidade estratégica para expansão comercial, afirmando que “a indústria precisa ganhar escala, e a exportação é fundamental para isso”.

O discurso oficial associa diretamente o fortalecimento do setor de defesa à geração de empregos qualificados, ao avanço científico e à autonomia tecnológica, utilizando como exemplo a trajetória da Embraer, originada de projetos da Aeronáutica e atualmente posicionada entre as maiores fabricantes aeronáuticas do mundo.

O governo também destacou iniciativas como o desenvolvimento de um reator multipropósito com aplicações civis, reforçando a narrativa de dualidade tecnológica entre uso militar e civil. Por sua vez, José Múcio afirmou que o desenvolvimento da indústria de defesa reduz a dependência externa e garante capacidade autônoma de proteção nacional, ressaltando impactos econômicos e sociais do setor.

No entanto, a expansão da indústria militar brasileira ocorre em um contexto internacional marcado pela intensificação de conflitos e pela crescente demanda global por armamentos, o que levanta questionamentos sobre a inserção do país em cadeias produtivas vinculadas a disputas geopolíticas e interesses estratégicos de grandes potências.

A promoção ativa de exportações militares, embora apresentada como vetor de desenvolvimento, insere o Brasil em uma dinâmica global historicamente associada à militarização, à dependência tecnológica e à reprodução de assimetrias estruturais no sistema internacional, especialmente quando articulada a acordos comerciais com blocos econômicos centrais.

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