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29 de mar. de 2026

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Crédito: Maya Alleruzzo/POOL/AFP

Soldado Israelense morto em combate contra o Hezbollah. 29 de março de 2026

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O exército israelense anunciou no domingo (29) a morte de um soldado da Brigada de Paraquedistas e o ferimento de outros três após um ataque com foguete lançado do sul do Líbano, evidenciando a intensificação dos confrontos com o Hezbollah em uma fronteira cada vez mais militarizada.

O militar morto foi identificado como o sargento Moshe Yitzhak Hacohen, cuja morte foi lamentada pelo ministro da Guerra israelense, Yisrael Katz, que destacou seu perfil ideológico ao afirmar que ele “escolheu deixar para trás uma vida plena nos Estados Unidos, imigrar para Israel e se juntar ao exército israelense por sua profunda crença no sionismo”. A declaração reforça o caráter político do recrutamento militar israelense, frequentemente sustentado por apoio externo e fluxos migratórios incentivados.

O anúncio ocorre em meio a um ambiente de forte censura militar imposta por Israel, que restringe a divulgação de perdas reais diante dos ataques com foguetes e drones atribuídos ao Hezbollah e ao Irã, levantando suspeitas sobre subnotificação de vítimas.

Dados oficiais israelenses indicam que mais de 22 israelenses morreram e cerca de 5.000 ficaram feridos desde o início da guerra regional em 28 de fevereiro, números considerados possivelmente inferiores à realidade diante das limitações informativas impostas pelo aparato estatal. No sábado (28), o próprio exército israelense já havia informado que nove soldados, incluindo dois oficiais, ficaram feridos em ataques similares vindos do sul do Líbano. No domingo pela manhã, o Hezbollah intensificou suas operações, lançando foguetes e drones contra assentamentos, veículos e posições militares israelenses, enquanto combates terrestres diretos se expandiam por amplas áreas do sul libanês, marcando uma nova fase do confronto com presença direta de tropas em solo.

O avanço israelense no sul do Líbano, acompanhado por ataques contínuos e crescente mobilização militar, reforça a dinâmica de confrontação regional sustentada por alianças militares assimétricas e pela intervenção direta dos Estados Unidos, cuja política externa tem historicamente contribuído para a escalada de conflitos no Oriente Médio sob o pretexto de segurança estratégica.

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