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O governo iraniano denunciou que ataques aéreos conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel danificaram pelo menos 56 museus, monumentos históricos e sítios culturais em diversas regiões do país, em março de 2026. O vice-ministro das Relações Exteriores para Assuntos Jurídicos e Internacionais, Kazem Qaribabadi, afirmou que os bombardeios constituem “uma violação sistemática do direito internacional” e atingem diretamente a identidade civilizacional iraniana.
Entre os locais afetados estão o Palácio Golestan, a Cidadela de Teerã, o Grande Bazar, a Mesquita Sepahsalar e o Palácio de Mármore, além de 19 sítios históricos apenas na capital. Em Isfahan, o complexo da Praça Naqsh-e Jahan, patrimônio mundial da UNESCO, também sofreu danos, assim como o Palácio Chehel Sotun e estruturas da era safávida.
Outras regiões atingidas incluem Lorestan, Ilam, Kermanshah e Bushehr, com danos a museus, escolas históricas e construções tradicionais. O diretor Farhad Azizi destacou que esses locais representam “um valioso tesouro da arte e da civilização iraniana”.
O ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, criticou o silêncio da UNESCO, classificando-o como “inaceitável” diante da destruição de patrimônios históricos que remontam ao século XIV.
Os ataques ocorrem no contexto da ofensiva estadunidense-sionista iniciada em 28 de fevereiro, que resultou no martírio de Khamenei e na morte de mais de 1.348 pessoas, ampliando o impacto do conflito para além do campo militar e atingindo diretamente o patrimônio cultural e histórico do país.
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