

21 de mar. de 2026
Trump e Netanyahu aceleram guerra contra Irã sob lógica imperial e decisões personalistas
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A intensificação da agressão militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, em curso há mais de três semanas, revela a continuidade de projetos históricos de dominação regional, mas também a influência decisiva de lideranças políticas cujas decisões concentram poder e ampliam riscos globais.
A análise publicada por Ahmed Abdel Rahman aponta que o atual estágio do conflito reflete décadas de estratégias voltadas à contenção e desmantelamento do projeto político iraniano surgido após a Revolução Islâmica, ao mesmo tempo em que destaca o papel central das figuras de Donald Trump e Benjamin Netanyahu na aceleração dessa agenda.
Netanyahu, descrito como o principal arquiteto da política de confronto com o Irã, mantém há anos uma postura obsessiva em relação ao país, transformando-o em eixo central de sua estratégia política. Segundo o texto, análises psicológicas frequentemente o caracterizam como uma figura marcada por traços de narcisismo e busca incessante por poder, fatores que se refletem em decisões consideradas extremas, incluindo ataques diretos à infraestrutura iraniana.
Do lado estadunidense, Donald Trump é apontado como um dos presidentes mais alinhados aos interesses do Estado israelense, com histórico de decisões controversas e declarações contraditórias em política externa.
O artigo cita avaliações realizadas por 27 especialistas em saúde mental durante seu primeiro mandato em 2016, que indicaram a presença de distúrbios comportamentais, incluindo impulsividade e dependência de conselheiros próximos. Essas características, combinadas com os amplos poderes presidenciais previstos na Constituição estadunidense de 1787, permitem ao chefe de Estado tomar decisões estratégicas de grande impacto, como o envio de tropas, assinatura de tratados e declaração de emergências.
O texto também relaciona o comportamento de Trump a episódios anteriores, como sua política em relação à Venezuela e suas declarações sobre o genocídio em Gaza, onde forneceu apoio irrestrito às ações israelenses. A convergência entre essas lideranças cria um ambiente propício para a escalada militar, incluindo ameaças de operação terrestre no Irã e ataques a instalações energéticas, o que pode desencadear uma crise econômica global prolongada.
Apesar da existência de instituições militares, empresariais e midiáticas influentes nos Estados Unidos, o artigo destaca que o poder concentrado na presidência mantém capacidade decisiva em momentos críticos. Nesse contexto, a guerra contra o Irã é apresentada como resultado tanto de estruturas imperialistas consolidadas quanto de decisões individuais que aceleram sua implementação.
O texto conclui que, embora apoiadores das duas lideranças enxerguem essas ações como necessárias, a história demonstra que decisões impulsivas frequentemente resultam em colapsos políticos e sociais, ampliando incertezas sobre os desdobramentos do conflito em escala global.
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