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110 crianças mortas: senadores questionam se forças armadas dos EUA foram responsáveis por ataque de Trump e Hegseth contra escola no Irã

quinta-feira, 12 de março de 2026

Mochilas das meninas iranianas assassinas em bombardeio dos EUA

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Senadores do Partido Democrata dos EUA enviaram uma carta ao secretário de Defesa estadunidense Pete Hegseth exigindo esclarecimentos sobre o ataque que atingiu uma escola primária na cidade iraniana de Minab e deixou 168 mortos, entre eles cerca de 110 crianças, segundo autoridades iranianas. O bombardeio ocorreu nos primeiros dias da ofensiva militar conjunta entre EUA e Israel contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro, episódio que marcou uma escalada militar regional e desencadeou uma série de confrontos diretos no Golfo e no território iraniano.

A carta, assinada por quase todos os senadores democratas, questiona diretamente se as forças armadas estadunidenses foram "responsáveis" pelo ataque e se falhas na análise de inteligência podem ter levado à destruição do edifício escolar. O documento também menciona declarações anteriores de Hegseth nas quais o secretário afirmou que a operação militar não seria limitada por “regras de engajamento estúpidas”, levantando dúvidas sobre o cumprimento de normas internacionais destinadas a proteger civis.

Em entrevista à BBC News, o senador Gary Peters, membro da Comissão de Serviços Armados, classificou o episódio como “uma tragédia horrível” e afirmou: “Vamos tentar apurar esses fatos o mais rápido possível para sabermos exatamente o que aconteceu, e então poderemos discutir quais medidas tomar depois de conhecermos esses fatos”. Reportagens da CBS News e de outros veículos de imprensa estadunidenses indicam que uma avaliação preliminar conduzida por investigadores militares concluiu que os EUA “provavelmente” foram responsáveis pelo ataque.

Segundo uma fonte citada pela CBS, os dados de inteligência utilizados na operação podem estar desatualizados e ter identificado erroneamente a área como parte de um antigo complexo militar iraniano. Análises independentes de vídeo reforçam essa hipótese ao mostrar o impacto de um míssil Tomahawk próximo a uma instalação pertencente ao Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica. O armamento é um tipo de míssil de cruzeiro utilizado exclusivamente pelas forças armadas dos EUA no teatro de operações.

Um vídeo divulgado pela agência iraniana Mehr, cuja autenticidade foi confirmada pelo serviço BBC Verify, mostra o projétil nos instantes que antecedem o impacto. Especialistas que analisaram as imagens afirmaram que a presença do Tomahawk e evidências de múltiplos ataques indicam uma operação conduzida por forças estadunidenses. O governo iraniano responsabilizou diretamente EUA e Israel pelo bombardeio, enquanto autoridades israelenses afirmaram ao Washington Post que não tinham conhecimento de qualquer operação naquela área específica.

O presidente dos EUA, Donald Trump, havia sugerido anteriormente que o próprio Irã poderia ter sido responsável pelo ataque, mas posteriormente declarou a jornalistas: “Eu simplesmente não sei o suficiente sobre isso” e acrescentou que aguardará o relatório final da investigação militar. O general David Petraeus, ex-diretor da CIA e ex-comandante do Comando Central estadunidense, afirmou à BBC que os Estados Unidos eram “provavelmente os únicos que tinham mísseis Tomahawk neste exercício específico, nesta guerra”, acrescentando que o ataque pode ter sido causado por informações antigas sobre o uso militar da área.

Caso se confirme a responsabilidade direta das forças armadas estadunidenses, o episódio poderá se tornar um dos incidentes com maior número de vítimas civis em décadas de intervenções militares dos EUA no Oriente Médio.

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