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19 de mar. de 2026

Milei oferece vidas de soldados argentinos para morrerem ao lado dos EUA na guerra contra o Irã

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O governo argentino declarou formalmente sua disposição de integrar uma ofensiva militar liderada pelos EUA contra o Irã, evidenciando um alinhamento político e estratégico direto com Washington em meio à escalada da guerra iniciada após o martírio de Ali Khamenei em 28 de fevereiro de 2026.

A posição foi confirmada pelo secretário de Comunicação, Javier Lanari, em entrevista ao jornal El Mundo, ao afirmar: “Se os Estados Unidos solicitassem, sim. Qualquer assistência que eles considerem necessária será fornecida”, embora tenha admitido que não houve pedido formal até o momento.

A declaração reforça a linha adotada pelo chanceler Pablo Quirno, que evitou comentar “rumores”, mas reiterou que a posição do governo é inequívoca ao declarar que “na medida em que eles precisam do nosso apoio, está claro qual é a nossa posição”.

A controvérsia ganhou força após o líder republicano Marc Zell afirmar que a Argentina estaria enviando unidades navais para atuar ao lado das forças estadunidenses no Estreito de Ormuz, região estratégica para o comércio global de energia, enquanto o Reino Unido teria recusado participação semelhante.

O posicionamento argentino ocorre em um contexto de intensificação da retórica belicista do presidente Javier Milei, que durante visita a Nova York classificou o Irã como “nosso inimigo” e declarou: “Vamos vencer a guerra”, alinhando-se explicitamente à estratégia militar de Washington e Israel. Em paralelo, a Casa Rosada publicou comunicado celebrando a operação militar que resultou no assassinato do Líder iraniano Ali Khamenei, descrevendo-o como “uma das pessoas mais perversas, violentas e cruéis da história da humanidade”, em uma formulação que ignora o impacto regional e internacional da ação militar.

A reação iraniana veio por meio do jornal Tehran Times, que acusou Milei de cruzar “uma linha vermelha imperdoável” e aderir a um projeto “iranofóbico”, advertindo que a postura argentina poderá gerar “uma resposta proporcional”.

O discurso oficial argentino também resgata os atentados de 1992 e 1994 como justificativa política, com Milei afirmando que “eles plantaram duas bombas em nós”, referindo-se à embaixada de Israel e à AMIA, reforçando uma narrativa de antagonismo direto.

A adoção de uma política externa subordinada aos interesses estadunidenses revela não apenas um reposicionamento geopolítico da Argentina, mas também a consolidação de uma estratégia que insere o país latino-americano em um eixo de confrontação global, ampliando riscos militares e aprofundando a dependência política em relação às diretrizes de Washington e seus aliados.

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