

30 de mar. de 2026
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Hezbollah - Crédito da foto: AP
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O Hezbollah ampliou de forma significativa suas operações militares contra as forças israelenses em 26 de março de 2026, transformando o sul do Líbano em um campo de desgaste direto para o aparato militar de Tel Aviv, ao atingir pelo menos 21 tanques Merkava em apenas 24 horas, segundo comunicados oficiais da resistência libanesa.
Em uma única emboscada, realizada entre as cidades de Taybeh e Qantara, combatentes conseguiram destruir 10 tanques Merkava e um trator blindado D9, frustrando uma manobra de reconhecimento israelense destinada a expor posições defensivas da resistência.
O próprio comunicado descreve que os combatentes monitoraram o avanço inimigo antes de atraí-lo para uma “emboscada bem planejada”, resultando em perdas significativas, enquanto o exército israelense admitiu ao menos uma morte entre seus soldados. No mesmo dia, a resistência afirmou ter atingido oito tanques apenas na cidade de Qana, incluindo um ataque registrado às 7h05 com míssil guiado contra um Merkava próximo ao reservatório de Khazan.
Paralelamente, mais de 60 foguetes foram disparados contra a região da Galileia, enquanto drones e foguetes atingiam posições militares israelenses além da fronteira. Em uma escalada qualitativa, o Hezbollah lançou pelo menos sete mísseis balísticos de longo alcance contra Tel Aviv logo após a meia-noite, tendo como alvos declarados a sede do Ministério da Guerra israelense, conhecida como Kyria, e o quartel Dolphin, vinculado à inteligência militar.
Apesar da censura imposta pelo aparato israelense, serviços de emergência confirmaram impactos em ao menos dois locais. A intensidade das operações levou o Hezbollah a registrar 87 ações militares em um único dia, quebrando seu próprio recorde e provocando reações de choque na mídia hebraica diante do ritmo da ofensiva.
Esse cenário ocorre no contexto da frente de apoio aberta pelo Hezbollah em outubro de 2023 em resposta ao genocídio contra a população palestina em Gaza, o que resultou na evacuação de dezenas de milhares de colonos do norte de Israel, muitos dos quais se recusam a retornar mesmo após acordos de cessar-fogo. A insatisfação interna se intensificou após a retomada das operações em 2 de março de 2026, com autoridades locais denunciando abandono por parte do governo.
Em declaração televisionada ao Canal 12, o prefeito do assentamento de Margaliot afirmou: “Vocês acabaram com tudo. O que estão fazendo?”, exigindo que o governo admita incapacidade ou aja de forma decisiva.
A escalada revela não apenas a capacidade militar da resistência libanesa, mas também o aprofundamento de uma crise estratégica israelense em múltiplas frentes, diretamente ligada ao prolongamento da ofensiva contra Gaza e ao alinhamento estrutural com a política externa estadunidense na região.
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