

25 de mar. de 2026
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Gangues violentas no Haiti expandiram seu controle sobre rotas estratégicas e áreas urbanas, enquanto a polícia nacional é acusada de usar força letal desnecessária e realizar execuções sumárias. Pelo menos 26 gangues atuam em Porto Príncipe e arredores, provocando deslocamento de cerca de 1,4 milhão de pessoas e milhares de mortes.
Um relatório recente da ONU, publicado em 24 de março de 2026 em Genebra, detalha o impacto da violência sobre os direitos humanos, denunciando assassinatos, sequestros, tráfico de crianças, extorsão de empresas e destruição de propriedades. O documento aponta também para operações militares privadas, com drones e helicópteros, cujas legalidades não foram investigadas, e o incentivo de grupos de autodefesa e linchamentos “popularmente” organizados, às vezes com participação policial.
A ONU reforça que a segurança por si só é insuficiente sem governança, justiça e serviços sociais, e destaca o papel do recém-criado Escritório de Apoio da ONU no Haiti e da Força de Repressão a Gangues (GSF) com 5.000 agentes para tentar restaurar a ordem.
O relatório conclui que a violência organizada das gangues e a cumplicidade parcial de forças policiais criam um ciclo de instabilidade, e que sem intervenção internacional coordenada, a crise humanitária e o deslocamento da população continuarão.
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