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25 de mar. de 2026

MÍSSEIS ATINGEM PESHMERGA EM ERBIL EM MEIO À GUERRA REGIONAL

Membros das forças Peshmerga em Erbil, Iraque (arquivo)

MODO DE NAVEGAÇÃO

Um ataque com mísseis atingiu na madrugada de terça-feira, 24 de março de 2026, o quartel-general da Sétima Divisão das forças Peshmerga em Soran, ao norte de Erbil, no Curdistão iraquiano, resultando na morte de seis combatentes, 22 feridos e dois desaparecidos, conforme informado por fontes de segurança e pela rede Al-Mayadeen.

De acordo com o correspondente no local, os ataques ocorreram em dois momentos distintos, atingindo diretamente o acampamento militar, enquanto a emissora Rudaw TV citou declaração oficial das forças curdas confirmando o impacto dos mísseis sobre a base.

A mídia de segurança iraquiana acrescentou que explosões ouvidas próximas ao Aeroporto Internacional de Bagdá decorreram de detonações controladas, evidenciando o clima permanente de tensão e militarização no país.

O episódio se insere em um cenário de intensificação dos ataques na região, onde bases militares dos Estados Unidos, instalações diplomáticas e posições das Forças de Mobilização Popular têm sido alvos frequentes em meio à escalada provocada pela ofensiva contra o Irã.

A Resistência Islâmica Iraquiana declarou ter realizado 21 operações em apenas 24 horas, utilizando drones e mísseis para atingir posições de ocupação militar no Iraque e em países vizinhos, ampliando o alcance do confronto.

Esse contexto se agrava após o anúncio, em 1º de março de 2026, do martírio de Ali Khamenei, morto em seu local de trabalho na chamada Casa da Liderança durante ataques atribuídos à agressão conjunta dos Estados Unidos e de Israel, evento que marcou um ponto de inflexão na crise regional.

A continuidade dos bombardeios e ações militares no território iraquiano revela a persistência de uma dinâmica de intervenção externa que transforma o país em palco de disputas geopolíticas, onde forças locais são frequentemente instrumentalizadas ou atingidas por operações de maior escala.

A multiplicação de ataques contra diferentes alvos — incluindo bases estadunidenses, estruturas de resistência e unidades curdas — evidencia a fragmentação do conflito e o risco de ampliação para uma guerra regional de maiores proporções, enquanto a população civil permanece exposta a ciclos recorrentes de violência e instabilidade política.

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