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27 de mar. de 2026

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A cantora israelense Eden Golan afirmou em 27 de março de 2026 que sofre de ansiedade e “pesadelos” desde sua participação no Festival Eurovisão da Canção de 2024. Em entrevista ao jornal israelense Yedioth Ahronoth, a artista declarou viver sob constante medo após o evento realizado em Malmö, na Suécia. Sua presença no concurso ocorreu em meio a protestos internacionais contra o genocídio na Faixa de Gaza, iniciado em 7 de outubro de 2023. A participação de Israel foi amplamente contestada por movimentos sociais e por parte do público europeu, resultando em vaias e forte aparato de segurança. Golan, hoje com 22 anos, relatou ameaças de morte e manifestações durante suas apresentações desde então.

“Desde a Eurovisão, tenho pesadelos que me assombram e me atormentam”, declarou a cantora ao Yedioth Ahronoth. “Estou sempre com medo. Olho para todos os lados quando estou na rua. Tenho ansiedade recorrente”, acrescentou. Segundo o relato, o impacto psicológico está diretamente ligado ao ambiente hostil enfrentado durante e após o festival, marcado por protestos contra a presença de Israel no evento cultural europeu.

A edição de 2024 da Eurovisão, a 68ª da história, foi atravessada por tensões políticas decorrentes do genocídio promovido por Israel contra a população palestina em Gaza. Em Malmö, manifestações tomaram as ruas e pressionaram organizadores, denunciando a tentativa de normalização internacional de um Estado acusado de crimes massivos contra civis. A presença da delegação israelense exigiu reforço significativo de segurança, evidenciando o desgaste da imagem do país em espaços culturais globais.

Golan descreveu episódios ocorridos nos bastidores do festival, incluindo vaias durante ensaios. “As vaias foram tão altas que saíram pelo microfone dos meus fones de ouvido e eu simplesmente não conseguia ouvir-me. Foi um estrondo enorme”, afirmou. A cantora relatou que deixou o palco em estado de choque: “Saí do palco e vi quase toda a equipa a chorar, os dançarinos saíram em lágrimas. Saí paralisada, tudo para o que eu me preparei durante três meses foi apagado num segundo”.

Apesar de ter alcançado o 5º lugar na competição, a participação israelense foi marcada por controvérsias adicionais. Um dos episódios envolveu o artista neerlandês Joost Klein, que questionou publicamente o tratamento dado à delegação de Israel durante uma coletiva de imprensa. Dias depois, Klein foi desclassificado horas antes da final após uma denúncia envolvendo um membro da produção. A União Europeia de Radiodifusão (UER) justificou a exclusão citando uma investigação em andamento, posteriormente arquivada pelo Ministério Público da Suécia.

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