

25 de mar. de 2026
Irã desafia EUA: “Estão Negociando sozinhos e disfarçando derrota”
Tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari
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O Irã ridicularizou publicamente a tentativa estadunidense de estabelecer um cessar-fogo no Oriente Médio. Em pronunciamento televisivo na terça-feira (24), o tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, porta-voz militar iraniano, afirmou que o poder estratégico dos Estados Unidos se transformou em “fracasso” e que Washington “está negociando sozinho”. Ele acusou o presidente Donald Trump de tentar disfarçar a derrota estadunidense, declarando: “Aquele que se diz uma superpotência global já teria saído dessa confusão se pudesse. Não disfarce sua derrota como um acordo”. O militar reforçou a rejeição total do Irã à imposição externa: “Nós nunca aceitaremos alguém como você. Nem agora, nem nunca”.
O episódio ocorreu após Washington enviar, por intermédio do Paquistão, um plano de cessar-fogo de 15 pontos ao Irã. Fontes do The New York Times detalham que os principais pontos incluíam controle sobre programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos e a abertura do Estreito de Ormuz, rota vital para cerca de 20% do petróleo mundial, atualmente bloqueada parcialmente por Teerã.
A Casa Branca confirmou oficialmente a negociação, mas manteve a ofensiva militar em curso. Karoline Leavitt, secretária de imprensa, declarou: “Enquanto o presidente Trump e seus negociadores exploram essa nova possibilidade de diplomacia, a Operação Fúria Épica continua sem cessar para alcançar os objetivos militares definidos pelo comandante-em-chefe e pelo Pentágono”.
O confronto atual remonta ao ataque conjunto de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro de 2025, que matou mais de 500 pessoas em território iraniano. Desde 2015, Washington tenta limitar a capacidade nuclear do Irã, seguindo o acordo que Barack Obama havia fechado, revogado unilateralmente por Donald Trump em 2018. O programa nuclear iraniano pacífico do Irã, foi elevado a justificativa para bombardeios e bloqueios estratégicos, em um ciclo contínuo de escalada militar que expõe a lógica imperial estadunidense sobre soberania alheia.
O conflito se expandiu além do Irã, envolvendo Israel, Hezbollah, Líbano e bases militares estadunidenses e europeias no Oriente Médio. Drones iranianos, em retaliação aos ataques sofridos, atingiram alvos militares dos EUA por toda Ásia Ocidental. A escalada no Estreito de Ormuz ameaça o fornecimento global de petróleo, pressionando economias e reforçando o papel geopolítico hegemônico dos Estados Unidos.
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