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21 de mar. de 2026

Irã afirma que vai transformar ilhas em “cemitérios” para forças dos EUA e de Israel em caso de invasão terrestre

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O comandante da Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, contra-almirante Alireza Tangsiri, afirmou em 21 de março de 2026 que qualquer tentativa de invasão terrestre às ilhas iranianas no Golfo Pérsico resultará na transformação dessas áreas em “cemitérios de agressores assassinos de crianças”, em referência direta aos Estados Unidos e a Israel, acusados por Teerã de liderar uma ofensiva militar iniciada no final de fevereiro. A declaração foi publicada na rede X em um momento de crescente escalada militar na região, marcada por confrontos diretos e ataques a infraestruturas estratégicas. Segundo Tangsiri, forças iranianas realizaram ataques com grande volume de mísseis balísticos e drones contra instalações militares na Base Aérea de Al-Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, e na Base Aérea de Ali Al-Salem, no Kuwait, consideradas pontos de apoio logístico para operações militares contra o território iraniano. “Essas bases foram o ponto de partida para a agressão contra as ilhas iranianas. Preparamos as sepulturas dos agressores assassinos de crianças em todas as ilhas iranianas”, afirmou o comandante, reforçando a retórica de dissuasão baseada em resposta direta e proporcional. A tensão se agrava após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar que forças estadunidenses bombardearam instalações militares na ilha iraniana de Kharg, uma das principais bases petrolíferas do país, e ameaçar ampliar os ataques para outras infraestruturas energéticas caso o Irã mantenha o bloqueio do Estreito de Ormuz. Em resposta, autoridades iranianas advertiram que qualquer ataque contra suas instalações petrolíferas resultará na destruição completa das estruturas de petróleo e gás dos países de onde partirem as ofensivas, ampliando o risco de um conflito regional de grandes proporções com impacto direto no mercado energético global. O Estreito de Ormuz, por onde circula aproximadamente 20% do petróleo mundial, encontra-se efetivamente fechado desde a ofensiva conjunta dos EUA e de Israel, desencadeando uma crise logística sem precedentes recentes. Centenas de navios permanecem ancorados nas proximidades, enquanto grandes empresas de transporte marítimo e exportadoras de petróleo suspenderam suas operações por razões de segurança, evidenciando o impacto sistêmico da escalada militar. A atual conjuntura revela não apenas um confronto militar direto, mas também uma disputa geopolítica estrutural, na qual o controle de rotas energéticas e a projeção de poder no Golfo Pérsico se tornam centrais para os interesses estadunidenses e de seus aliados. A resposta iraniana, por sua vez, insere-se em uma lógica de resistência assimétrica, buscando impor custos elevados a qualquer tentativa de intervenção externa, em um cenário que remete a décadas de tensão acumulada entre Teerã e Washington, agora reconfigurada em um estágio de confronto aberto com potencial de desestabilização global.

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