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Legisladores do Congresso dos Estados Unidos iniciaram uma investigação sobre a aquisição do documentário “Melania” pela Amazon após questionamentos sobre possível violação de leis federais anticorrupção envolvendo pagamentos à família do presidente dos EUA, Donald Trump.
Em carta enviada em 15 de março de 2026, um grupo de parlamentares liderado pela senadora Elizabeth Warren exigiu explicações da empresa sobre o acordo avaliado em aproximadamente 40 milhões de dólares para adquirir os direitos do filme e de uma série documental associada. O valor pago pela Amazon representa o maior investimento já feito na compra de um documentário e supera em 26 milhões de dólares a proposta apresentada pela Disney, que havia sido a segunda maior licitante no processo de negociação.
Os parlamentares afirmam que o valor levantou suspeitas sobre possível tentativa de obter tratamento favorável da administração Trump. “O fato de a Amazon estar buscando tratamento favorável da administração Trump enquanto paga uma quantia muito acima do valor de mercado para produzir e promover o filme da família Trump levanta questões sobre a exposição da Amazon à lei federal anticorrupção”, afirma a carta enviada ao grupo executivo da empresa.
O documento acrescenta que transferências de dezenas de milhões de dólares para a família de um presidente em exercício podem comprometer a confiança pública nas instituições. “Quando gigantes corporativos transferem dezenas de milhões de dólares para a família de um presidente em exercício, isso não apenas levanta questões sobre governança corporativa, mas também corre o risco de corroer a confiança pública na justiça de nossos sistemas econômico e político”, afirmaram os legisladores.
A investigação ocorre em meio a uma série de interações controversas entre a Amazon e o governo Trump. A empresa doou 1 milhão de dólares para a campanha de reeleição do presidente e o fundador da companhia, Jeff Bezos, compareceu à cerimônia de posse presidencial realizada em 2025. A carta também menciona que a Amazon recuou recentemente de um plano que mostraria aos consumidores como as tarifas impostas pelo governo Trump estavam afetando os preços de produtos na plataforma.
A decisão ocorreu após uma conversa direta entre Donald Trump e Jeff Bezos, segundo relatos divulgados pela imprensa. “Ele fez a coisa certa. Um bom sujeito”, afirmou Trump na ocasião ao comentar a mudança de postura da empresa.
Os parlamentares também destacaram interesses comerciais que poderiam motivar a busca por relações favoráveis com o governo, incluindo projetos espaciais da Blue Origin, empresa de Bezos. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, visitou uma instalação da companhia em fevereiro de 2026. A carta estabelece prazo até 30 de março para que a Amazon apresente explicações detalhadas sobre a justificativa comercial para o pagamento de 40 milhões de dólares pelo filme, além de cerca de 35 milhões adicionais gastos posteriormente em marketing e promoção.
O documentário recebeu críticas amplamente negativas da imprensa especializada. No site Rotten Tomatoes, a produção possui apenas 11% de aprovação entre críticos, sendo descrita como “superficial” e “agonizantemente tediosa”. Durante a cerimônia do Oscar realizada em março de 2026, o apresentador Jimmy Kimmel também ironizou o filme ao apresentar a categoria de Melhor Documentário, afirmando: “Ele vai ficar bravo porque a esposa dele não foi indicada para isso.”
Até o momento da publicação das reportagens sobre o caso, a Amazon não havia respondido oficialmente às perguntas enviadas pelo Congresso.
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