Autoridades iranianas confirmam que subiu para 148 o número de mortos em bombardeio ordenado por Trump e Netanyahu contra escola; a maioria das vítimas são meninas
- www.jornalclandestino.org

- 1 de mar.
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Bombardeios conjuntos conduzidos por forças estadunidenses e israelenses atingiram, em 28 de fevereiro de 2026, a escola primária Shajareh Tayyibeh, na cidade de Minab, no sul do Irã, matando 148 pessoas e ferindo mais de 90. Os dados preliminares foram divulgados pela Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) neste domingo, 1º de março, às 13h32. Segundo a entidade, a maioria das vítimas fatais são meninas menores de idade. A organização classificou a operação como crime de guerra e denunciou violação direta das Convenções de Genebra e da Carta das Nações Unidas. O governo iraniano também afirmou que o ataque constitui “grave violação” do direito internacional humanitário e da Convenção sobre os Direitos da Criança.

De acordo com a REDH, o ataque teve como alvo a escola Shajareh Tayyibeh, localizada em Minab, província de Hormozgan. “A dor deles é a nossa dor; defender a soberania do Irã é defender todos os povos”, afirmou a REDH em nota pública. A entidade sustenta que a ação integra uma estratégia histórica de intervencionismo e hegemonia conduzida por Washington em aliança com Tel Aviv. No comunicado, a rede associa o bombardeio à destruição da Líbia e do Iraque, ao cerco contra a Síria, aos bloqueios impostos a Cuba e à Venezuela e ao genocídio em curso contra o povo palestino em Gaza desde 7 de outubro de 2023.
Segundo a REDH, o objetivo central da política externa estadunidense não seria a segurança internacional, mas “a perpetuação de uma ordem baseada na pilhagem de recursos naturais e na aniquilação de qualquer projeto político soberano no Sul Global”. A entidade convocou artistas, movimentos sociais e governos a exigirem o fim imediato dos bombardeios e a responsabilização dos envolvidos perante instâncias internacionais de justiça.
O governo iraniano, por sua vez, reiterou que o ataque viola tratados internacionais e exigiu responsabilização. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, manifestou solidariedade às famílias das vítimas e determinou que as autoridades médicas priorizem o atendimento aos feridos.
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