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Indústria militar iraniana mantém produção durante escalada com EUA e Israel

O ministro interino da Defesa do Irã, Majid Ebn-e-Reza, afirmou em 14 de julho de 2026 que a indústria militar iraniana continua avançando com base em tecnologia desenvolvida no próprio país, apesar da campanha militar conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica. A declaração foi feita durante visita a uma empresa do setor de eletrônicos, onde o ministro sustentou que a produção de armamentos permaneceu em funcionamento durante o período de confrontos. As afirmações foram apresentadas enquanto permanecem as tensões entre Teerã e Washington após o rompimento do cessar-fogo anunciado no início de julho.


Mísseis iranianos | ARQUIVO
Mísseis iranianos | ARQUIVO

Segundo Majid Ebn-e-Reza, o setor de defesa iraniano segue ampliando sua capacidade tecnológica por meio de pesquisa nacional e desenvolvimento interno. Durante a visita, o ministro declarou que a indústria de armamentos "não parou durante o conflito, mas continua a se fortalecer", reiterando que a estratégia iraniana permanece baseada na produção doméstica de equipamentos militares.


As declarações respondem ao discurso adotado pelo presidente estadunidense Donald Trump, que voltou a afirmar que as forças dos Estados Unidos destruíram a capacidade militar iraniana durante a ofensiva iniciada após a agressão conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro de 2026. Trump declarou: "Destruímos o exército deles. Estamos atacando-os com muita força."


O governo iraniano rejeitou essa narrativa e sustentou que seu aparato militar continua operacional. Autoridades de Teerã reconheceram que as negociações bilaterais atravessam uma fase crítica, mas afirmaram que o país preserva capacidade para responder a novas ações militares. O governo também reiterou que não aceitará interferência estadunidense sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde transita parcela significativa do comércio marítimo internacional de petróleo.


A escalada militar ganhou novo impulso após o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciar operações contra alvos iranianos. Em resposta, o Irã executou a operação Promessa Verdadeira 4, empregando drones, mísseis de cruzeiro e outros sistemas contra posições militares estadunidenses na região, incluindo instalações na Jordânia, segundo informações divulgadas por autoridades iranianas.


Teerã sustenta que suas ações decorrem do exercício do direito à autodefesa diante da ofensiva militar conduzida por Washington e Tel Aviv. O governo iraniano também reiterou que a administração do Estreito de Ormuz não será submetida à pressão militar externa, considerando a região um componente estratégico de sua segurança nacional.


Os confrontos voltaram a se intensificar após ataques realizados entre a noite de 11 de julho e a madrugada de 12 de julho de 2026. O aumento das hostilidades ocorreu poucos dias depois de Donald Trump anunciar, em 8 de julho, o rompimento do cessar-fogo firmado em junho com mediação diplomática do Catar e do Paquistão, acordo que havia sido apresentado como etapa preliminar para negociações entre as partes.

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