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Ansar Allah ameaça fechar Bab al-Mandeb após ataques ao Iêmen

O movimento Ansar Allah afirmou que o fechamento do Estreito de Bab al-Mandeb poderá ocorrer caso a Arábia Saudita mantenha ataques contra infraestruturas estratégicas do Iêmen. A declaração foi feita na segunda-feira, 14 de julho de 2026, pelo integrante do gabinete político do grupo, Mohammed al-Farah, que alertou para uma possível elevação do preço do petróleo para duzentos dólares por barril. O dirigente iemenita afirmou que qualquer nova ofensiva de Riad ou de forças aliadas receberá resposta militar contra alvos estratégicos em território saudita.


Ansar Allah | ARQUIVO
Ansar Allah | ARQUIVO

Mohammed al-Farah declarou que os Estados Unidos estariam incentivando a Arábia Saudita a ampliar suas operações militares contra o Iêmen e afirmou que essa estratégia não atenderia aos interesses estadunidenses. Segundo ele, uma escalada poderia levar ao fechamento simultâneo dos estreitos de Bab al-Mandeb e Ormuz, por meio de uma “aliança operacional”, provocando impacto no mercado internacional de energia.


“Os preços do petróleo disparariam para US$ 200 o barril, o que seria um golpe severo”, afirmou al-Farah ao comentar as consequências econômicas de uma possível interrupção das rotas marítimas. O dirigente do Ansar Allah declarou que Sana’a responderia a qualquer ataque conduzido pela Arábia Saudita ou por forças associadas com operações direcionadas contra posições consideradas estratégicas dentro do território saudita.


O Estreito de Bab al-Mandeb é uma das principais passagens marítimas do comércio mundial, conectando o Mar Vermelho ao Golfo de Aden e permitindo o acesso ao Canal de Suez, rota utilizada para o transporte de petróleo, gás e mercadorias entre a Ásia, a Europa e outras regiões. A passagem possui aproximadamente vinte e nove quilômetros em seu ponto mais estreito, concentrando o tráfego naval em dois corredores de navegação.


A ameaça ocorre após uma nova escalada envolvendo ataques contra o território iemenita. Mohammed Ali al-Houthi, integrante do Conselho Político Supremo do Iêmen, responsabilizou os Estados Unidos e a Arábia Saudita pelo retorno das operações militares e pelo bloqueio imposto ao país após um período de redução das hostilidades.


Al-Houthi afirmou que os bombardeios contra instalações civis, incluindo o Aeroporto Internacional de Sana’a, representam uma violação do direito internacional humanitário. O dirigente iemenita declarou que os ataques fazem parte de uma sequência de ações militares que agravam a crise humanitária causada pelo bloqueio e pelas restrições impostas à população do país.


O integrante do gabinete político do Ansar Allah, Ali al-Qahoum, também declarou que as Forças Armadas Iemenitas responderiam às ações sauditas e afirmou que a campanha para encerrar o bloqueio contra o Iêmen, mantido há mais de onze anos, continuaria.


Qahoum responsabilizou Riad e seus aliados por qualquer consequência decorrente de uma nova escalada militar e declarou que os ataques contra infraestrutura civil teriam respostas. “A agressão do regime saudita contra o aeroporto de Sana’a e seus ataques à infraestrutura civil terão sérias consequências. Riade deve enfrentar todas as repercussões possíveis”, afirmou o dirigente do Ansar Allah.

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