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Israel fecha acesso à Mesquita de Al-Aqsa durante operação militar

As forças israelenses fecharam por cerca de 30 minutos um dos acessos ao complexo da Mesquita de Al-Aqsa, na Jerusalém Oriental ocupada, durante exercícios militares realizados nesta terça-feira, segundo autoridades palestinas. O fechamento atingiu o Portão Rei Faisal e foi acompanhado por restrições adicionais nas demais entradas do local religioso, interrompendo a circulação de fiéis. A medida ocorre em meio ao aumento das operações israelenses no complexo, considerado um dos principais pontos de tensão da ocupação israelense dos territórios palestinos.


Al-Aqsa, Jerusalém
Al-Aqsa, Jerusalém

De acordo com a agência oficial palestina Wafa, citando fontes locais, as forças israelenses bloquearam todas as entradas do complexo da Mesquita de Al-Aqsa enquanto conduziam exercícios militares na área. Em comunicado, o governo de Jerusalém informou que o Portão Rei Faisal permaneceu fechado por aproximadamente 30 minutos durante a operação.


Segundo as autoridades palestinas, além do bloqueio temporário do Portão Rei Faisal, militares israelenses reforçaram as restrições de acesso nas demais entradas do complexo religioso. A circulação de fiéis foi interrompida durante o período da operação, afetando pessoas que tentavam entrar ou sair da mesquita.


O fechamento ocorre em um contexto de ampliação das ações israelenses em Jerusalém Oriental ocupada. Relatório divulgado no domingo pelo Ministério Palestino de Awqaf e Assuntos Religiosos afirma que forças israelenses realizaram 26 incursões no complexo da Mesquita de Al-Aqsa apenas durante o mês de junho.


As autoridades palestinas sustentam que essas operações fazem parte de uma política destinada a ampliar o controle israelense sobre Jerusalém Oriental ocupada e sobre os locais sagrados islâmicos da cidade. Segundo o governo palestino, essas medidas buscam alterar a identidade árabe e islâmica da região por meio da expansão da ocupação e do fortalecimento da presença israelense.


Os palestinos reivindicam Jerusalém Oriental ocupada como capital de um futuro Estado palestino, posição respaldada por resoluções internacionais que não reconhecem a ocupação israelense iniciada em 1967 nem a anexação declarada por Israel em 1980.


O Conselho de Segurança das Nações Unidas declarou repetidamente que a anexação de Jerusalém Oriental não possui validade jurídica e não produz efeitos no direito internacional. Nenhum país reconhece oficialmente Jerusalém Oriental ocupada como parte do território soberano de Israel.


No início deste ano, o representante permanente da Turquia junto às Nações Unidas afirmou que medidas unilaterais adotadas por Israel têm como objetivo consolidar sua presença na Cisjordânia ocupada.


Enquanto isso, autoridades israelenses mantêm a expansão de assentamentos e o fortalecimento do controle administrativo e militar sobre Jerusalém Oriental ocupada. As autoridades palestinas e diversos Estados consideram essas iniciativas incompatíveis com o direito internacional e afirmam que elas reduzem as possibilidades de implementação de uma solução baseada em dois Estados.

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