EUA acusa China de “testes nucleares secretos”
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O governo dos Estados Unidos afirmou em uma conferência internacional que a China realizou testes nucleares explosivos não declarados, incluindo um teste com rendimento estimado em “centenas de toneladas” em 22 de junho de 2020. A declaração foi feita por Thomas DiNanno, subsecretário de Estado estadunidense para Controle de Armas e Segurança Internacional, durante a Conferência sobre Desarmamento em Genebra. Segundo Washington, Pequim teria utilizado técnicas de “decoupling” para reduzir a eficácia de monitoramento sísmico e ocultar essas atividades do sistema global de verificação. A China rejeitou veementemente as acusações como “mentiras descaradas” e acusou os EUA de manipular narrativas para justificar sua própria agenda nuclear. A alegação estadunidense surge no contexto da expiração, em fevereiro de 2026, do tratado New START, principal instrumento bilateral de limitação de arsenais nucleares.

“Posso revelar que o governo dos Estados Unidos está ciente de que a China conduziu testes nucleares explosivos, incluindo preparações para testes com rendimentos designados na casa de centenas de toneladas”, declarou Thomas DiNanno durante o evento em Genebra, referindo-se à alegada realização de um teste proibido por moratórias internacionais. Ele também afirmou que o Exército chinês “procurou ocultar testes ao obscurecer as explosões nucleares porque reconheceu que esses testes violam compromissos de banimento de testes”, uma clara tentativa de transformar suspeitas em narrativa geopolítica favorável a Washington. [1]
A acusação estadunidense enfatiza o uso de “decoupling”, técnica que reduz os sinais sísmicos detectáveis de detonadores subterrâneos, supostamente para escapar da vigilância de sistemas de monitoramento global que ajudam a reforçar normas que limitaram explosões nucleares desde os anos 1990. Washington sustenta que um desses testes ocorreu em 22 de junho de 2020, sem fornecer evidências abertas.
Pequim negou categoricamente as alegações, classificando-as como “mentiras descaradas” e acusando os Estados Unidos de fabricar pretextos para justificar a retomada de seus próprios testes nucleares. O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que essas declarações “não têm fundamento factual algum” e instou Washington a “interromper imediatamente suas ações irresponsáveis”.
O pano de fundo dessa disputa é a expiração, em fevereiro de 2026, do tratado New START entre Estados Unidos e Rússia, que por décadas foi o principal pilar da limitação nuclear entre grandes potências. Com seu fim, a administração estadunidense, liderada por Donald Trump, pressiona por um novo acordo que também incluiria a China — algo que Beijing rejeitou até o momento e que intensifica a competição estratégica entre os dois países. [2]
A resposta chinesa denota que a narrativa estadunidense não é apenas uma disputa técnica sobre detecção sísmica, mas parte de um contexto mais amplo de rivalidade estrutural entre as duas potências pela liderança no sistema internacional. Enquanto Washington aponta o dedo para Pequim, acusando-a de ocultar atividades nucleares, Beijing rebate como um ataque político que visa restringir sua soberania e justificar esforços próprios de modernização nuclear. Essa dinâmica sinaliza não só um recrudescimento nas tensões bilaterais, mas também um enfraquecimento das normas de controle de armas que historicamente buscaram impedir uma nova corrida armamentista global.
[1]: https://www.moneycontrol.com/world/china-denies-us-nuclear-test-claims-calls-allegations-outright-lies-article-13820210.html?utm_source=chatgpt.com "China denies US nuclear test claims, calls allegations 'outright lies'"
[2]: https://asiatimes.com/2026/02/us-wields-nuclear-test-claim-to-press-china-on-arms-control/?utm_source=chatgpt.com "US wields nuclear test claim to press China on arms control - Asia Times"




















































