EUA confirmam sequestro de Maduro e aliados de Trump indicam suspensão de novos ataques à Venezuela
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- 3 de jan.
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Autoridades dos Estados Unidos confirmaram neste sábado (3) que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram sequestrados durante a ofensiva militar estadunidense contra o país. O governo dos EUA afirma que Maduro está sob custódia e será julgado nos EUA, enquanto aliados do presidente Donald Trump sinalizam que novos ataques podem ser suspensos enquanto o presidente venezuelano permanecer detido.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, confirmou publicamente o sequestro de Maduro e de Cilia Flores. Em publicação nas redes sociais, Rubio afirmou que o presidente venezuelano está preso e será submetido a julgamento nos EUA, "acusado de envolvimento com o tráfico de drogas" direcionado ao país.
A declaração de Rubio reforça o pronunciamento feito horas antes pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que a operação militar teve como objetivo central derrubar o governo venezuelano. Segundo Trump, Maduro e a primeira-dama foram retirados da Venezuela durante a ação realizada na madrugada.
Rubio voltou a acusar Maduro, sem apresentar provas, de "liderar uma suposta organização criminosa conhecida como Cartel dos Sóis". A existência do grupo foi apresentada durante o primeiro mandato de Trump, mas nunca foi oficialmente comprovada. O tema havia deixado o noticiário nos últimos anos e voltou a ser citado com o início do atual mandato do republicano.
Donald Trump afirmou que divulgará mais detalhes sobre a operação militar em uma declaração prevista para as 11h no horário da Flórida, equivalente às 13h em Brasília, a partir de sua residência em Mar-a-Lago.
Os ataques à Venezuela começaram por volta das 2h50 da madrugada e atingiram Caracas e outras regiões do país. A diplomacia brasileira em Caracas confirmou que ao menos seis locais foram bombardeados, incluindo o Forte Tiúna, sede do Ministério da Defesa; o Quartel de La Montaña, onde fica o mausoléu de Hugo Chávez; o porto e a base naval de La Guaira; a estação de sinais de El Volcán; a base aérea de La Carlota; e o aeroporto de Higuerote, no estado de Miranda.
Na capital venezuelana, os serviços públicos foram amplamente afetados. O transporte público está paralisado, com estações de metrô fechadas e circulação de ônibus suspensa. Grande parte do comércio não abriu neste sábado.
O governo da Venezuela adotou duas frentes de atuação: a condenação formal dos ataques e o pedido de apoio internacional, ao mesmo tempo em que tenta transmitir uma mensagem de normalidade à população. Ministros e parlamentares divulgaram vídeos nas redes sociais indicando que há circulação de pessoas em algumas áreas após os bombardeios.
Apesar disso, a vice-presidenta Delcy Rodríguez denunciou o desaparecimento de Maduro e de Cilia Flores e exigiu a apresentação de uma prova de vida do casal.
Como resposta oficial, o governo venezuelano decretou estado de comoção exterior em todo o território nacional e convocou forças sociais, políticas e as Forças Armadas para uma mobilização em defesa do país. Em nota, o governo afirmou que a ofensiva norte-americana ameaça a paz e a estabilidade da América Latina e do Caribe.
Segundo o comunicado oficial, o objetivo da ação militar seria a apropriação de recursos estratégicos venezuelanos, especialmente petróleo e minerais, com o intuito de enfraquecer a independência política do país.
Paralelamente, a Embaixada dos Estados Unidos em Caracas emitiu um alerta de nível máximo, recomendando que cidadãos norte-americanos não viajem à Venezuela “por qualquer motivo”, em razão do agravamento da crise de segurança.




















































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