"EUA estavam preparados para executar plano de destruir civilização." Hegseth
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O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, confirmou em 8 de abril de 2026 que Washington estava preparado para atacar infraestrutura civil estratégica do Irã. A declaração ocorreu após ameaças públicas do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de “destruir uma civilização inteira”. Segundo Hegseth, alvos como pontes, usinas de energia e redes logísticas estavam previamente selecionados. As afirmações foram feitas em coletiva de imprensa reportada pela CNN. O cessar-fogo anunciado em 7 de abril teria sido resultado direto dessa escalada de ameaças.

Durante a coletiva, Hegseth foi questionado sobre a declaração de Trump feita na manhã do dia anterior, quando o presidente afirmou que o Irã enfrentaria consequências devastadoras caso não aceitasse os termos impostos. O secretário confirmou que os planos militares estavam prontos e detalhados, incluindo ataques coordenados contra infraestrutura crítica, elemento central para o funcionamento econômico e social do país. “Eles sabiam exatamente o que éramos capazes de fazer”, declarou Hegseth, referindo-se às autoridades iranianas.
A estratégia delineada pelo aparato militar estadunidense incluía a destruição da capacidade energética iraniana, atingindo diretamente usinas e rotas de exportação, o que poderia comprometer a distribuição interna de eletricidade e o fluxo internacional de petróleo. Pontes e corredores logísticos também estavam entre os alvos, evidenciando um plano voltado não apenas a objetivos militares, mas ao colapso estrutural do país. A ameaça explícita de atingir infraestrutura civil levanta questionamentos sobre a conformidade dessas ações com o direito internacional.
Hegseth afirmou que a retórica de Trump foi determinante para pressionar Teerã a aceitar um cessar-fogo de duas semanas.
“No fim, ele deixou claro: ‘Podemos destruir tudo. Sua capacidade de exportar energia será eliminada e os militares dos EUA podem atingir esses alvos sem sofrer consequências.’ Esse tipo de aviso fez com que eles aceitassem negociar e fechar o acordo”, disse o secretário, reiterando que a coerção militar foi o principal instrumento utilizado.



































