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Governo do Iêmen declara guerra a separatistas do sul e decreta estado de emergência

O governo do Iêmen reconhecido internacionalmente declarou guerra, nesta quinta-feira (2), às forças separatistas do sul após a proclamação unilateral de um novo Estado pelo Conselho de Transição do Sul (STC). A medida elevou o nível do confronto militar no país e levou à decretação de estado de emergência nacional, em meio a acusações de apoio externo aos separatistas.


Bloomberg
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O agravamento da crise ocorreu após o STC anunciar a criação da chamada “Arábia do Sul”, com capital em Aden, iniciativa considerada ilegal pelo governo iemenita, sediado provisoriamente na mesma cidade e apoiado pela Arábia Saudita. Em resposta, o Executivo declarou estado de emergência e ordenou a mobilização militar contra as facções separatistas.


Segundo autoridades iemenitas, a declaração do STC representa uma ameaça direta à integridade territorial do país e aprofunda a fragmentação política em curso desde o início da guerra civil. O governo também acusou Israel e os Emirados Árabes Unidos de apoiarem politicamente e militarmente o movimento separatista.


O Conselho de Transição do Sul, liderado por Aidarus al-Zubaidi, divulgou um documento no qual define a Arábia do Sul como um Estado soberano, integrante do mundo árabe e islâmico. O texto estabelece o árabe como língua oficial, o islamismo como religião do Estado e a Sharia como principal fonte do direito, além de prever um período de transição de dois anos para a formação das instituições estatais.


De acordo com o STC, ao final desse período seria realizado um referendo popular para definir o sistema político definitivo. O grupo afirma que a unificação do Iêmen, em 1990, resultou em um Estado “frágil e instável” e acusa o movimento Ansar Alaah de marginalizar politicamente o sul do país.


A ofensiva separatista ganhou força no início de dezembro, quando o STC anunciou o controle das províncias de Hadramaut e al-Mahrah, regiões estratégicas que juntas correspondem a quase metade do território iemenita. O governo central afirma que essa expansão só foi possível graças ao apoio direto dos Emirados Árabes Unidos.


Diante do avanço, o Conselho Presidencial do Iêmen solicitou, em 27 de dezembro, apoio militar da coalizão liderada pela Arábia Saudita. Três dias depois, a coalizão realizou ataques aéreos limitados ao porto de Al Mukalla, em Hadramaut, onde, segundo fontes oficiais, haviam desembarcado equipamentos militares destinados aos separatistas.


O episódio marcou uma ruptura aberta entre o governo iemenita e os Emirados Árabes Unidos. O presidente do Conselho Presidencial, Rashad al-Alimi, anunciou a revogação do acordo conjunto de defesa com Abu Dhabi e exigiu a retirada de todas as forças emiradenses do país no prazo de 24 horas.


Como parte das medidas de exceção, Alimi decretou estado de emergência por 90 dias em todo o território nacional e determinou o fechamento temporário de aeroportos, portos e passagens terrestres por 72 horas. Segundo o governo, as ações visam conter a escalada militar e reafirmar a soberania do Estado em meio a uma guerra civil que já provocou uma das maiores crises humanitárias do mundo.

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