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Hospital Infantil é Bombardeado no Sudão

As Forças de Apoio Rápido (RSF) bombardearam um hospital infantil na cidade de Karnoi, em Darfur do Norte, na segunda-feira (3), matando ao menos sete pessoas, entre mulheres e crianças, e ferindo outras cinco, segundo informações da Rede de Médicos Sudaneses. O ataque, que destruiu parte das instalações e equipamentos do hospital, foi classificado como um “crime de guerra” por organizações médicas e humanitárias do país.

Imagens divulgadas pela Al Jazeera mostram sangue espalhado pelo chão, paredes perfuradas por balas e leitos destruídos. O hospital atendia principalmente crianças e mulheres deslocadas pelo conflito. De acordo com a Rede de Médicos Sudaneses, o ataque representa “terror sistemático e brutal contra a vida civil”, expondo a escalada de violência nas regiões controladas pelas RSF.

Hospital no Sudão _MSF
Hospital no Sudão _MSF

A ofensiva ocorre no contexto da guerra civil que assola o Sudão desde abril de 2023, quando uma disputa de poder entre o chefe das RSF, Mohamed Hamdan Daglo, e o comandante do Exército, Abdel Fattah al-Burhan, mergulhou o país em caos. O grupo paramilitar consolidou o controle de boa parte de Darfur e avança sobre Kordofan, enquanto as forças governamentais tentam retomar cidades estratégicas, como El-Obeid.

Fontes locais informaram ao Al-Araby Al-Jadeed que pelo menos 40 pessoas morreram em um ataque das RSF na cidade de Al-Luweib, próxima a El-Obeid, no mesmo dia. Bara, outra cidade da região, permanece sitiada. O jornalista sudanês Majed Ali relatou que as RSF tentam estabelecer uma “zona tampão” em Kordofan para proteger as áreas já conquistadas em Darfur, mas enfrentam resistência crescente do Exército.

Enquanto as batalhas se intensificam, a ONU declarou oficialmente o estado de fome em El-Fasher (Darfur do Norte) e Kadugli (Kordofan do Sul). A Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC) advertiu que a escassez extrema deve persistir até janeiro de 2026, agravada pelos cercos militares e pela impossibilidade de entrega de ajuda humanitária. Atualmente, 21,2 milhões de pessoas — quase metade da população sudanesa — enfrentam insegurança alimentar severa.

Com Darfur e Kordofan devastadas por bombardeios, deslocamentos e bloqueios, a crise humanitária no Sudão é considerada pela ONU e organizações internacionais como “a pior do mundo”. O país enfrenta uma combinação letal de guerra, fome e colapso institucional, enquanto as tentativas de mediação internacional fracassam diante da persistente rivalidade entre as facções armadas.


Fonte: The New Arab

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