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Radar bilionário dos EUA é “completamente aniquilado” em ataque iraniano no Catar

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciou neste sábado (28) a destruição total de um sofisticado sistema de radar estadunidense instalado no Catar. O equipamento, identificado como radar FP132, integrava a estrutura de defesa antimísseis da maior base aérea dos Estados Unidos na região, Al-Udeid. Segundo comunicado oficial iraniano, o sistema foi “completamente aniquilado” durante um ataque maciço com mísseis lançado como retaliação à agressão israelense-estadunidense contra o território iraniano na madrugada do mesmo dia. Um relatório da Agência de Cooperação de Segurança de Defesa dos EUA, de 2013, estimava o valor do radar em cerca de US$ 1,1 bilhão. O episódio amplia a escalada militar no Golfo Pérsico e expõe a vulnerabilidade da arquitetura bélica estadunidense na região.


Trump - ARQUIVO
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De acordo com a nota divulgada pela IRGC, o radar FP132 possuía alcance de 5.000 quilômetros e contava com tecnologia específica para rastrear e neutralizar mísseis balísticos.


O Catar abriga a base aérea de Al-Udeid, principal centro de operações militares estadunidenses no Oriente Médio. Autoridades iranianas já haviam advertido que qualquer país que permitisse o uso de seu território para ataques contra o Irã se tornaria alvo legítimo de retaliação. Em junho deste ano, após bombardeios estadunidenses contra instalações nucleares iranianas em apoio a Israel, Teerã lançou ataques similares contra Al-Udeid.


Em comunicado separado, o gabinete de relações públicas da IRGC informou que pelo menos 200 militares foram mortos ou feridos em operações conduzidas no sábado contra posições estadunidenses na região. O texto acrescenta que diversos mísseis disparados por forças israelenses e estadunidenses falharam antes de alcançar o território iraniano, caindo em áreas desérticas e também em cidades no Iraque e em países do Golfo Pérsico.


O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, declarou em entrevista à NBC, também no sábado, que manteve contato com chanceleres de países do Golfo para explicar que os ataques iranianos tiveram caráter defensivo. “Não podíamos simplesmente ficar de braços cruzados assistindo”, afirmou o ministro. Segundo ele, as ações tiveram como alvo exclusivo bases militares estadunidenses envolvidas na ofensiva contra o Irã.


A escalada ocorre em meio a negociações nucleares indiretas entre Teerã e Washington, mediadas pelo governo de Omã, que vinham sendo apresentadas publicamente como um canal de distensão.



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