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Após um ano de genocídio, Repórteres Sem Fronteiras afirma que Palestina é o lugar mais perigoso do mundo para jornalistas

1 de ago. de 2024

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Após mais de um ano e genocídio, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) declarou a Palestina como o local mais perigoso do planeta para o exercício do jornalismo, apontando que quase 200 repórteres foram mortos por forças israelenses na Faixa de Gaza desde o início da guerra.


Assassinato do Jornalista Yasser Murtaja, Faixa de Gaza, 4 de abril de 2018.
Assassinato do Jornalista Yasser Murtaja, Faixa de Gaza, 4 de abril de 2018.

“Encurralados no enclave, os jornalistas em Gaza não têm onde se abrigar, nem acesso garantido a comida ou água”, alertou a entidade em relatório divulgado nesta sexta-feira (03/05), no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. O documento acusa o regime israelense de buscar legitimar os crimes cometidos contra profissionais da mídia.


Na Cisjordânia ocupada, jornalistas continuam sendo sistematicamente assediados por colonos e soldados israelenses. A repressão, no entanto, se intensificou drasticamente após 7 de outubro, com uma onda de prisões e um novo patamar de impunidade para crimes contra a imprensa.


De acordo com a RSF, a liberdade de imprensa global vive seu pior momento desde o início da série de relatórios anuais. Pela primeira vez, o Índice Mundial de Liberdade de Imprensa classificou o estado geral da liberdade de imprensa no mundo como “difícil”.


Dados alarmantes também foram divulgados pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU nos Territórios Palestinos Ocupados (ACNUDH), que registrou a morte de 211 jornalistas — entre eles 28 mulheres — desde o início dos ataques israelenses à Faixa de Gaza.


Segundo especialistas, o número de jornalistas mortos em Gaza supera o total de profissionais de imprensa mortos somados nas Primeira e Segunda Guerras Mundiais. Há ainda fortes indícios de que as Forças Armadas de Israel tenham alvejado deliberadamente jornalistas — uma prática que, se comprovada, pode configurar crime de guerra, de acordo com o direito internacional.


Além das mortes, jornalistas palestinos detidos denunciaram episódios de tortura, abuso sexual e humilhações durante interrogatórios.

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