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Joseph Kabila reaparece no Quênia após condenação à morte por traição na RD Congo

1 de ago. de 2024

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Joseph Kabila, ex-chefe de Estado congolês, fez sua primeira aparição pública desde a condenação, ao participar de uma cerimônia com líderes religiosos e figuras políticas da oposição congolesa na capital queniana. A presença de Kabila ocorre em um momento de forte instabilidade política e militar no leste do país, onde o grupo M23, apoiado por Ruanda, mantém o controle de importantes cidades mineradoras.


A Justiça da República Democrática do Congo condenou Kabila à morte no final de setembro, sob a acusação de traição e colaboração com forças estrangeiras e rebeldes armados. O governo de Kinshasa o acusa de fornecer apoio logístico e político ao M23, que realizou ofensivas relâmpago em janeiro deste ano, ampliando sua influência sobre áreas estratégicas ricas em coltan e ouro.


Joseph Kabila ©RFI
Joseph Kabila ©RFI

Em resposta, o partido político de Kabila classificou o julgamento como “politicamente motivado”, afirmando que se trata de uma tentativa do atual governo de silenciar adversários e consolidar o poder. O ex-presidente, por sua vez, nega as acusações, embora tenha manifestado simpatia pela causa rebelde em um artigo publicado em fevereiro no jornal sul-africano Sunday Times, no qual defendeu uma “nova estrutura política para o leste congolês”.


Durante o encontro em Nairóbi, Kabila assinou, ao lado de cerca de uma dúzia de outros líderes da oposição, uma declaração conjunta que anuncia a criação de um movimento político com o objetivo de


“unificar o povo congolês contra a ditadura” e “restaurar a democracia, a autoridade do Estado e a reconciliação nacional”.

Analistas locais avaliam que a reaparição de Kabila pode aprofundar a crise política na República Democrática do Congo, especialmente diante do avanço do M23 e das denúncias de interferência estrangeira na região. O governo de Félix Tshisekedi, que enfrenta crescente pressão interna e internacional, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a presença do ex-presidente no Quênia.

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