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25 de mar. de 2026

Israel defende anexação do sul do Líbano enquanto bombardeios matam civis e deslocam mais de 1 milhão de pessoas

Ministros Ben-Gvir (Segurança Nacional) e Bezalel Smotrich (Finanças). ©THE TIMES OF ISRAEL

MODO DE NAVEGAÇÃO

O avanço da política expansionista de Israel ganhou novo impulso em 24 de março de 2026, quando o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, declarou que o país deveria anexar o sul do Líbano, estabelecendo o rio Litani como sua nova fronteira norte. A proposta ocorre em meio a uma intensificação das operações militares israelenses no território libanês, acompanhadas por declarações do ministro da Defesa, Israel Katz, que afirmou que suas forças pretendem consolidar uma chamada “zona de segurança” na região.

Na prática, a medida implica o isolamento do sul do Líbano do restante do país e a expulsão prolongada de centenas de milhares de moradores, que já foram instruídos a evacuar suas casas.

A ofensiva militar tem sido marcada por bombardeios contínuos, incluindo ataques recentes à capital Beirute, onde um prédio residencial foi atingido, resultando na morte de pelo menos três pessoas, entre elas uma criança de 3 anos. No Vale do Beqaa, forças israelenses destruíram uma ponte estratégica, ampliando o impacto sobre a infraestrutura civil.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que mais de 1.000 pessoas foram mortas desde o início de março, enquanto o número de deslocados ultrapassa 1 milhão. Relatos de sobreviventes reforçam o caráter indiscriminado dos ataques. Ali Attar, funcionário local que sobreviveu a um bombardeio na cidade de Chaat, descreveu a cena: “Depois do jejum, estávamos jantando. Tudo o que ouvimos foi um ataque, uma enorme explosão e o rugido de um avião. Ele foi embora. Saímos para ver o que tinha acontecido. Quando chegamos aqui, encontramos pessoas recolhendo partes de corpos do prédio. O prédio estava vazio, absolutamente nada, exceto civis que moravam lá.”

A criação de uma “zona de segurança” sob controle israelense, na prática, consolida uma ocupação prolongada, com implicações diretas para a soberania libanesa e para a estabilidade regional. A continuidade dos ataques aéreos, combinada com propostas explícitas de anexação, indica que a ofensiva ultrapassa objetivos militares imediatos, inserindo-se em uma lógica de reconfiguração territorial.

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