

25 de mar. de 2026
Ex-primeiro-ministro israelense admite “estágio de fracasso estratégico” da agressão EUA-Israel contra o Irã
Ehud Barak, ex-primeiro-ministro de Israel
MODO DE NAVEGAÇÃO
Em entrevista ao Canal 13 de Israel, o ex-primeiro-ministro Ehud Barak admitiu que a coalizão estadunidense-israelense atingiu um impasse estratégico em sua ofensiva contra o Irã, quatro semanas após o início da agressão em 28 de fevereiro de 2026.
Barak alertou que a continuidade da guerra, frente à forte resposta iraniana, poderá levar Tel Aviv a um “estágio de fracasso estratégico”, colocando Israel em posição desfavorável no cenário internacional. Questionado sobre a possibilidade de Israel reabrir o Estreito de Ormuz por conta própria, o ex-primeiro-ministro foi enfático: “Isso seria impossível sem um envolvimento militar substancial e contínuo dos Estados Unidos.”
Ele comparou a situação atual com guerras anteriores nas quais os EUA participaram, incluindo Vietnã, Iraque e Afeganistão, e que, apesar de promissoras no início, terminaram em conflitos prolongados sem soluções políticas. Barak destacou que os EUA e Israel cometeram um “erro de cálculo” ao supor que a agressão militar provocaria uma revolta interna capaz de derrubar o governo iraniano, negligenciando a evolução constante das estratégias defensivas e ofensivas do Irã.
A Operação Verdadeira Promessa 4, conduzida pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, demonstra a eficácia da defesa iraniana, com ataques contínuos contra bases estadunidenses por todo Oriente Médio, além de posições israelenses em territórios ocupados, afetando não apenas infraestrutura militar, mas também colocando pressão sobre a economia global via bloqueio parcial do Estreito de Ormuz.
A população israelense foi forçada a permanecer em abrigos, enquanto colunas de fumaça e fogo se espalharam pelos territórios ocupados. Analistas indicam que a admissão de Barak é um reconhecimento implícito de que não há solução militar viável para conter o Irã, sublinhando a falência da estratégia imperialista de Tel Aviv e Washington e reforçando o argumento de que a escalada militar intensifica instabilidade regional, aumenta o custo de energia e compromete a credibilidade internacional de ambos os países.
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