BNDES libera R$ 1,3 bi e impulsiona renovação de caminhões
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 1,3 bilhão em janeiro para financiar a renovação da frota de caminhões no Brasil. A iniciativa integra o programa BNDES Renovação da Frota e foi divulgada pela Agência Brasil em 3 de fevereiro de 2026. Ao todo, foram realizadas 1.152 operações em 532 municípios, abrangendo todas as regiões do país. O foco declarado é substituir veículos antigos por modelos mais eficientes e menos poluentes.

Segundo dados do próprio BNDES, o ticket médio das operações foi de R$ 1,1 milhão, contemplando caminhoneiros autônomos, cooperativas e empresas transportadoras rodoviárias de carga. A linha de crédito faz parte do Move Brasil, programa federal de mobilidade verde que dispõe de R$ 10 bilhões, sendo R$ 6 bilhões oriundos do Tesouro Nacional e R$ 4 bilhões captados pelo banco a taxas de mercado. As taxas de juros variam entre 13% e 14% ao ano, patamar elevado, mas inferior ao praticado em linhas comerciais tradicionais.
Do montante total, R$ 1 bilhão foi reservado exclusivamente para transportadores autônomos e pessoas físicas vinculadas a cooperativas, segmento historicamente mais vulnerável às oscilações do crédito. O prazo de pagamento pode chegar a 60 meses, com carência de até seis meses, e o valor máximo financiável é de R$ 50 milhões por beneficiário. A política busca mitigar desigualdades no acesso ao financiamento, ainda que mantenha a lógica de endividamento como eixo central da renovação da frota.
“O programa está garantindo mais segurança nas estradas, reduzindo o impacto ao meio ambiente e dando um grande impulso à indústria nacional”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ao defender a iniciativa. Ele acrescentou que caminhoneiros e empresas passam a ter “condições mais competitivas para trocar veículos antigos e mais poluentes por caminhões novos ou seminovos, mais seguros e eficientes”. O discurso oficial associa sustentabilidade ambiental ao fortalecimento da indústria, sem romper com a dependência estrutural do crédito subsidiado.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também elogiou o programa, afirmando que se trata de “um modelo acertado para renovação da frota, melhorando a segurança dos nossos caminhoneiros, com foco na sustentabilidade e no fortalecimento da indústria nacional”.









































