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Brasil e outros cinco países rejeitam ação militar dos EUA na Venezuela e defendem solução pacífica liderada pelo povo

Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai divulgaram um comunicado conjunto no qual expressam preocupação com as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e defendem que a crise no país seja resolvida por meios pacíficos. Os governos afirmam que qualquer solução deve respeitar a vontade do povo venezuelano e o direito internacional, sem ingerência externa.


Presidente Lula - EBC
Presidente Lula - EBC

No documento divulgado no domingo (4), os seis países condenam os bombardeios realizados pelos Estados Unidos em território venezuelano no sábado (3), que resultaram no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo o texto, as ações representam um precedente considerado “extremamente perigoso” para a paz e a segurança regionais.


Os signatários alertam que a intervenção militar coloca em risco a população civil e ameaça a ordem internacional baseada em normas, além de ampliar a instabilidade política na América Latina. Para os governos, o uso da força tende a agravar a crise em vez de contribuir para uma solução duradoura.


Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai defendem que a situação venezuelana seja tratada exclusivamente por meios pacíficos, com base no diálogo e na negociação política. O comunicado destaca que o processo deve respeitar a vontade popular em todas as suas expressões, sem interferências externas.


O texto afirma ainda que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelas próprias venezuelanas e venezuelanos, pode levar a uma solução democrática, sustentável e alinhada ao respeito à dignidade humana.


Os países também manifestam preocupação com qualquer tentativa de controle, administração ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos da Venezuela. Segundo o comunicado, esse tipo de iniciativa é incompatível com o direito internacional e representa uma ameaça à estabilidade política, econômica e social da região.


Ao final, os governos reforçam o compromisso com a defesa do multilateralismo, da soberania dos Estados e da resolução pacífica de conflitos como pilares para a manutenção da paz e da segurança internacionais.

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