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Chefe do Shin Bet renuncia em ato que expõe a guerra interna em Israel

Atualizado: 5 de mai. de 2025

A renúncia de Ronen Bar, chefe do serviço secreto interno de Israel (Shin Bet), marca mais um capítulo da crise institucional que abala o governo Netanyahu. O anúncio, feito nesta segunda-feira (28), ocorre semanas após o primeiro-ministro tentar forçá-lo à saída, escancarando o racha entre o aparato de segurança e o poder executivo em plena guerra contra Gaza.



 Ronen Bar, chefe do serviço secreto interno de Israel (Shin Bet)
 Ronen Bar, chefe do serviço secreto interno de Israel (Shin Bet)


“Encerrando um ciclo de 35 anos de serviço, deixarei o cargo em 15 de junho de 2025 para permitir uma transição ordenada”, declarou Bar, em comunicado oficial do Shin Bet. Por trás do tom diplomático, no entanto, está uma disputa acirrada pelo controle da máquina de vigilância do Estado israelense.


O Shin Bet, responsável por ações "antiterroristas" e pela proteção da elite política israelense, está sob cerco de forças alinhadas ao governo de extrema-direita. Em março, Netanyahu declarou publicamente que já havia “perdido a confiança” em Bar — uma quebra de protocolo que culminou na tentativa de destituí-lo. A justificativa? A suposta recusa do espião-chefe em atender pedidos questionáveis, como espionar manifestantes israelenses contrários ao governo e interferir no processo de corrupção que pesa contra o próprio Netanyahu.


A resposta da sociedade foi imediata: protestos tomaram as ruas, denunciando o ataque ao serviço de inteligência como uma tentativa de sufocar a autonomia das instituições estatais. Diante da pressão, a Suprema Corte congelou a exoneração. Mas o destino de Bar já estava selado.


A renúncia é também um gesto de responsabilização: o chefe do Shin Bet reconheceu falhas em sua atuação, especialmente na incapacidade de prever a ação do Hamas em 7 de outubro de 2023.


A queda de Ronen Bar, que atuava ainda como principal interlocutor nas negociações por cessar-fogo e libertação dos prisioneiros, revela mais do que uma troca de nomes no comando da inteligência: expõe a erosão institucional de Israel — ou muito mais.



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